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Ao Vivo: Rogério Bizinoto, médico mastologista, fala sobre Outubro Rosa #aovivodiariodoestado

Posted by Diário Do Estado on Wednesday, October 18, 2017

Todo mês de Outubro, desde 2002, a atenção de órgãos públicos e entidades de saúde estão voltadas para a saúde da mulher – mais especificamente à prevenção do câncer de mama. Neste ano, 60 mil pessoas foram diagnósticas com a doença, a segunda que mais mata no Brasil e no mundo.

Apesar da incidência, com o diagnóstico precoce, o câncer de mama apresenta cerca de 90% de chance de cura. O mastologista Rogério Bizinoto, cuja especialidade é responsável por prevenir, diagnosticar e tratar as doenças da mama, afirma que o foco da campanha é principalmente fortalecer a recomendação aos exames. “A gente ainda não tem a conscientização das mulheres da necessidade de procurar diagnóstico. A idéia é que essa conscientização fique para o ano todo”, alerta.

Bizinoto alerta para os tipos de prevenção da doença. No caso de câncer de mama, aplica-se a prevenção secundária (diagnóstico precoce), uma vez que são raros os casos onde há possibilidade de evitar o câncer antes que ele apareça (prevenção primária). “É importante que a mulher entenda que hoje nós temos que fazer diagnóstico dessa doença que não é palpável – a pessoa não consegue sentir, porque são lesões pequenas – por meio da mamografia”, explica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), é recomendado que mulheres de 40 anos ou mais façam a mamografia pelo menos uma vez ao ano. O médico Rogério Bizinoto esclarece que a recomendação se dá por dois fatores: o aumento da incidência do câncer com o envelhecimento (metade das pacientes então entre 50 e 60 anos) e a maior chance de cura, se tratado em sua fase inicial. “Mas culpa não é só da paciente. Os médicos também devem incentivar a realização do exame”, afirma.

O especialista ressalta que apenas 5% das mulheres vítimas de câncer de mama possuem o fator genético, onde o organismo não consegue combater a doença. Bizinoto cita o caso da atriz Angelina Jolie que, após exames que apontaram mais de 80% de chances de ter câncer, retirou os seios. “Você conduz essas pacientes de forma diferente, com exames mais precoces, e muitas delas vão pra cirurgia redutora de risco, que é a retirada da mama. Mas é a minoria”, declara.

No entanto, apesar dos fatores, o especialista lembra que todas as mulheres, apesar de suas condições, devem estar em alerta. “O maior fator de risco é ser mulher”.

Estética

Com a inovação do exame de mamografia e o aumento significativo das chances de cura, a parte estética passou a ter maior importância para médicos e pacientes. “A medicina muda muito, conforme o conhecimento vai sendo adquirido. Antes, cerca de 90% das pacientes perdiam as mamas. A realidade foi mudando com os anos, quando a gente descobriu que não precisava tirar toda a mama”, relata.

Conforme o médico, em vários casos, há a possibilidade de retirar apenas o local afetado, com uma área de segurança em volta da lesão. Com isso, acrescenta-se o tratamento por radioterapia. “A paciente tem resultado igual ou melhor que tirar as mamas completamente”, assegura.

Bizinoto conta que as pacientes costumam não se preocuparem com a estética no primeiro momento, no entanto, superado a doença, essas mulheres ficam insatisfeitas com a aparência do local. “A função do mastologista é explicar para a paciente se ela tem condições de tirar só uma parte da mama e ter um resultado estético melhor”, afirma.