34 obras públicas paradas em São Paulo: entenda o motivo

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34 obras públicas estão paradas na capital

Em uma cidade em constante transformação, obras públicas que nunca ficaram prontas chamam a atenção de quem passa. São prédios de concreto abandonados, cercados por tapumes e mato alto, que simbolizam projetos interrompidos e dinheiro público parado.

De acordo com estimativas do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), apenas na capital paulista há 34 obras públicas paralisadas, com contratos que somam mais de R$ 542 milhões. O valor não inclui gastos extras com manutenção e segurança dessas estruturas.

Um dos exemplos mais antigos fica na Avenida Engenheiro Caetano Álvares, no Mandaqui, Zona Norte. O conjunto de três prédios que deveria abrigar a sede da Polícia Militar começou a ser construído no fim da década de 1980, em um terreno da Escola Superior de Soldados do Barro Branco, mas a obra foi interrompida em 1992.

Mesmo abandonado, o local tem guarita e vigilância 24 horas. Para moradores da região, o espaço poderia ter outra função.

SUSPEITAS DE CORRUPÇÃO

Outro esqueleto de concreto está ao lado do Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste, e pertence ao Ministério Público de São Paulo. A construção foi interrompida em 2023 após surgirem suspeitas de irregularidades e corrupção.

Segundo o órgão, além da investigação, foram detectados problemas nas medições da obra.

Para a professora de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Vera Monteiro, uma obra parada sempre gera impacto financeiro para o poder público.

TERRENO DA UNIFESP

Na Zona Sul, em Santo Amaro, outro espaço chama a atenção. Um terreno doado pela Prefeitura à Universidade Federal de São Paulo há cerca de 20 anos deveria ter sido usado para ampliar o campus em até quatro anos. A obra, porém, nunca saiu do papel.

De acordo com o Tribunal de Contas da União, há 103 obras com investimento federal paradas na capital, mas o caso da Unifesp não entrou na lista porque a construção sequer foi iniciada.

Agora, a promessa é que o local vire um hospital-escola, com 326 leitos para atendimento pelo SUS. O atendimento será de “porta fechada”, recebendo pacientes encaminhados por outras unidades, e a previsão é de que as obras comecem no segundo semestre.

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