A Guarda Costeira e as forças dos EUA trocaram a patrulha por missões de apreensão internacional. Em duas operações distintas, os americanos “sequestraram” embarcações em alto-mar, acendendo o sinal de alerta para uma nova escalada de tensões.
A principal ação mirou um alvo russo. No Atlântico Norte, entre as Ilhas Britânicas e a Islândia, o petroleiro M/V Bella 1 (ou Marinera) foi abordado e apreendido. O Comando Europeu dos EUA justificou a ação com base em um mandado federal, alegando violações às sanções norte-americanas. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, foi direto: “O bloqueio ao petróleo venezuelano sancionado e ilícito permanece em PLENO VIGOR — em qualquer parte do mundo”.
Paralelamente, no Caribe, outro petroleiro, o M/T Sophia, foi interceptado. Classificado como parte da “frota obscura” (embarcações que tentam operar sem bandeira para burlar sanções), o navio foi considerado sem nacionalidade e está sendo levado para território americano.
As apreensões são um capítulo recente da política externa agressiva que se intensificou após os EUA, no início de janeiro, terem realizado uma operação militar na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa. Agora, mirando navios, Washington demonstra que está disposto a fiscalizar e punir no mar quem considera em desacordo com suas regras.
A resposta de Moscou às apreensões é aguardada com expectativa. Enquanto isso, a “guerra” das sanções ganha um novo palco: as águas internacionais.



