7 pontos sobre a pesquisa Quaest: empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno

7-pontos-sobre-a-pesquisa-quaest3A-empate-entre-lula-e-flavio-bolsonaro-no-2o-turno

A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), aponta um empate inédito entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em eventual segundo turno. Felipe Nunes, diretor da Quaest, destaca a polarização cristalizada a seis meses da eleição e a piora na avaliação do governo e na percepção sobre a economia.

O levantamento testou cenários de 1º e 2º turno com oito pré-candidatos. Lula lidera em dois cenários de 1º turno e empatas em cinco, variando seu percentual entre 36% e 39%. Flávio tem números de intenção de voto entre 30% e 35%. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas, com margem de erro de dois pontos.

No 2º turno, Lula e Flávio Bolsonaro surgem numericamente empatados, com 41% das intenções de voto cada, apontando para uma diferença gradual diminuída a cada novo levantamento. Lula oscilou de 43% para 41%, e Flávio de 38% para 41%, nos últimos meses.

Flávio aparece numericamente à frente de Lula entre eleitores independentes, com 32% das intenções no 2º turno, enquanto o presidente tem 27%. Esse segmento representa 32% do total. Lula chega a 95% entre eleitores lulistas, e Flávio a 96% entre bolsonaristas.

Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, a pesquisa evidencia a calcificação política no Brasil, com Lula e Flávio mantendo-se estáveis entre 36% e 39% e 30% e 35%, respectivamente. Flávio tem avançado desde que se anunciou como pré-candidato, crescendo no eleitor de direita e independente.

A pesquisa mostra piora na avaliação do governo Lula: 51% desaprovam seu trabalho e 44% aprovam. Nunes destaca a redução da diferença entre aprovação e desaprovação, impactada pelo noticiário negativo e pela percepção econômica em declínio.

Percepções negativas sobre a economia também são evidentes, com 48% afirmando piora nos últimos 12 meses. A expectativa futura de melhora vem caindo gradualmente. A corrupção desponta como segunda maior preocupação dos brasileiros, superando problemas sociais.

Os dados mostram medo equivalente dos eleitores em relação a Lula e Flávio, com 43% temendo outro governo de Lula e 42% a volta da família Bolsonaro ao poder. Ambos os candidatos apresentam alto potencial de voto, mas também altas taxas de rejeição, sinalizando um cenário eleitoral complexo e polarizado.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp