Assaí compra 71 postos do Extra, que deixa segmento de hipermercados

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O Assaí anunciou a compra de 71 pontos comerciais da bandeira Extra Hiper do Grupo Pão de Açúcar (GPA). A bandeira deixará de operar como modelo de hipermercado no Brasil.

De acordo com comunicado divulgado nesta quinta-feira (14), a transação envolve o valor estimado de R$ 5,2 bilhões. Do total do valor, R$ 4 bilhões serão pagos pelo Assaí, em parcelamento, entre dezembro deste ano e janeiro de 2024. O R$ 1,2 bilhão restante será pago ao GPA por um fundo imobiliário que tem garantia do Assaí.

Caso o fundo não honre com o compromisso dentro do prazo do contrato, o Assaí deverá quitar a dívida com o GPA.

As lojas serão convertidas em formato cash & carry (atacarejo) e passarão a ser operadas pelo Assaí.

“A bandeira Extra Hiper será descontinuada e as lojas não abarcadas pela transação serão convertidas em formatos com maior potencial de rentabilidade”, informou o GPA.

70% das lojas no país

Os 71 postos comerciais representam cerca de 70% das lojas Extra Hiper no país. Entre as outras 32 lojas que ficaram de fora da venda, 28 assumirão bandeiras Pão de Açúcar e Mercado Extra. Além disso, outras quatro devem encerrar as atividades.

Tanto o GPA como o Assaí (Sendas Distribuidoras) são empresas sob o controle comum do grupo francês Casino. Em março, o Assaí estreou na bolsa de valores brasileira após uma reorganização e cisão dos ativos do Grupo Pão de Açúcar no Brasil.

Bolsa

Com o anúncio da negociação, os dois grupos sofreram impacto imediato na Bolsa. às 10h49, as ações PCAR3 (do Grupo Pão de Açúcar) saltavam 15,28%, chegando a um valor de R$ 31,91. Por outro lado, ASAI3 (Assaí) teve queda de 6,10%, atingindo o preço de R$ 16,77.

Nesse mesmo tempo, o Ibovespa operava em leve alta de 0,47%.

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Morning Star admite erros na cotação do dólar e promete melhorias

A Morning Star, empresa responsável por fornecer dados de cotação do dólar ao Google, admitiu nesta quinta-feira (26) um erro na coleta de informações. De acordo com a companhia, o problema foi causado pela imprecisão de um contribuidor de taxas de terceiros.

Devido a cotações de compra e venda imprecisas fornecidas por um contribuidor de taxas de terceiros, os dados de câmbio para o Brasil não refletiram o mercado em 25 de dezembro de 2024, informou a Morning Star em nota ao Google. Essa imprecisão resultou em cotações erradas, afetando a confiabilidade dos dados disponibilizados.

A Morning Star afirmou ter resolvido o problema e está trabalhando para evitar que erros semelhantes se repitam no futuro. A empresa reiterou seu compromisso com a qualidade das informações, garantindo que medidas serão tomadas para manter a precisão dos dados.

Repercussões

Na quarta-feira, 25, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Banco Central (BC) esclarecimentos sobre a cotação do dólar no Google. O órgão busca avaliar se deve acionar a Procuradoria-Geral da União para abrir uma ação contra a plataforma de buscas devido ao erro.

Durante o feriado de Natal, quando os mercados financeiros estavam fechados, o Google exibiu a cotação da moeda norte-americana a R$ 6,38, enquanto a cotação correta era de R$ 6,15, valor de fechamento do dólar no último dia 24, véspera de Natal.

Apesar de a Morning Star ter resolvido o problema, a ferramenta de informação do câmbio continuava inativa na noite desta quinta, 26. A AGU e o Banco Central continuarão a monitorar a situação para garantir a precisão e a confiabilidade dos dados de câmbio disponibilizados.

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