Após 18 meses, Covid-19 deixa de ser maior causa de mortes no Brasil

Média móvel Covid-19

Pela primeira vez desde o início da pandemia, a Covid-19 não é a maior causa de mortes no Brasil. O dado foi divulgado pela UOL após levantamento feito junto á Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen Brasil).

Os números são referentes a registros realizados em cartórios na segunda quinzena de outubro e foram obtidos no portal de transparência da Arpen Brasil.

Entre os dias 16 e 31 do mês passado, o país registrou 3.605 mortes causadas pela Covid-19, número inferior aos óbitos resultantes a Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs), infarto e problemas cardíacos. Nesse período, os números ficaram:

  • AVC – 4.220 óbitos
  • Infarto – 4.176
  • Causas cardíacas inespecíficas – 4.107
  • Covid-19 – 3.605

Essa é a primeira vez desde o fim de abril do ano passado que o coronavírus não é o maior causados de mortes no país.

Desde o início da pandemia, em março do ano passado, foram registradas 600 mil mortes no território brasileiro. No pior momento da pandemia, em abril desse ano, foram mais de quatro mil mortes causadas pela Covid-19 em apenas um dia.

Graças a vacinação, o país vem vivendo um momento de ”estabilidade”. A média móvel de óbitos pelo vírus registrada na última quarta-feira (17) foi de 260.

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Anvisa atualiza regras sobre implantes hormonais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (22) no Diário Oficial da Uniãoresolução que atualiza as regras sobre o uso de implantes hormonais, popularmente conhecidos como chips da beleza. O dispositivo, segundo definição da própria agência, mistura diversos hormônios – inclusive substâncias que não possuem avaliação de segurança para esse formato de uso.

A nova resolução mantém a proibição de manipulação, comercialização e uso de implantes hormonais com esteroides anabolizantes ou hormônios androgênicos para fins estéticos, ganho de massa muscular ou melhora no desempenho esportivo. O texto também proíbe a propaganda de todos os implantes hormonais manipulados ao público em geral.

“Uma novidade significativa dessa norma é a corresponsabilidade atribuída às farmácias de manipulação, que agora podem ser responsabilizadas em casos de má prescrição ou uso inadequado indicado por profissionais de saúde. Essa medida amplia a fiscalização e promove maior segurança para os pacientes, exigindo mais responsabilidade de todos os envolvidos no processo”, disse em nota Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbenm).

“É importante destacar que essa nova resolução não significa aprovação do uso de implantes hormonais nem garante sua segurança. Ao contrário, reforça a necessidade de cautela e soma-se à resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que já proibia a prescrição de implantes sem comprovação científica de eficácia e segurança”, destacou a nota.

Entenda

Em outubro, outra resolução da Anvisa havia suspendido, de forma generalizada, a manipulação, a comercialização, a propaganda e o uso de implantes hormonais. À época, a agência classificou a medida como preventiva e detalhou que a decisão foi motivada por denúncias de entidades médicas como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) que apontavam aumento no atendimento de pacientes com problemas.

Na avaliação da Sbem, a nova resolução atende à necessidade de ajustes regulatórios em relação a publicação anterior. A entidade também avalia a decisão de proibir a propaganda desse tipo de dispositivo como importante “para combater a desinformação e proliferação de pseudoespecialistas, sem o conhecimento médico adequado, comuns nas redes sociais”.

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