Justiça concede medida protetiva em favor da cantora Naiara Azevedo

Justiça concede medida protetiva em favor da cantora Naiara Azevedo

A Justiça de Goiás concedeu, nesta quinta-feira, 30, a medida protetiva solicitada pela cantora Naiara Azevedo, após ela ter denunciado o ex-marido por violência doméstica. A medida protetiva foi aplicada pela Justiça com base na Lei Maria da Penha.

Entenda o caso

Ainda na madrugada desta quinta-feira, 30, a cantora Naiara Azevedo registrou um boletim de ocorrência contra seu ex-marido por violência doméstica. Ela deu entrada na Central de Flagrantes e foi encaminhada, dentro da própria Central, para a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), em Goiânia.

Segundo a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), a Deam está tomando providências e medidas de investigação, a partir da denúncia da cantora, conforme o previsto na Lei Maria da Penha. Naiara foi casada com o acusado por dez anos e se separou dele no último mês de julho. 

A cantora denunciou o ex-marido por agressão física e ameaça. Ela relata que, no último mês de julho, seu ex-marido teria dito que acabaria com a carreira dela e com sua vida. 

A assessoria da cantora afirma que o caso corre em segredo de justiça e que ela não tem namorado, respondendo ao suposto envolvimento de Naiara com outra pessoa ter sido pivô da agressão sofrida.

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ONU: 140 mulheres são vítimas de feminicídio por dia no mundo

Em 2023, 85 mil mulheres e meninas foram mortas intencionalmente em todo o mundo, sendo que 60% desses homicídios foram cometidos por um parceiro íntimo ou outro membro da família. O índice equivale a 140 mulheres e meninas mortas todos os dias ou uma a cada dez minutos.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 25, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, pela ONU Mulheres e pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc).

De acordo com o relatório Feminicídios em 2023: Estimativas Globais de Feminicídios por Parceiro Íntimo ou Membro da Família, o continente africano registrou as maiores taxas de feminicídios relacionados a parceiros íntimos e familiares, seguido pelas Américas e pela Oceania.

Na Europa e nas Américas, a maioria das mulheres assassinadas em ambiente doméstico (64% e 58%, respectivamente) foram vítimas de parceiros íntimos, enquanto, em outras regiões, os principais agressores foram membros da família.

“Mulheres e meninas em todo o mundo continuam a ser afetadas por essa forma extrema de violência baseada no gênero e nenhuma região está excluída”, destacou o relatório.

“Além do assassinato de mulheres e meninas por parceiros íntimos ou outros membros da família, existem outras formas de feminicídio”, alertou a publicação, ao citar que essas demais formas representaram mais 5% de todos os homicídios cometidos contra mulheres em 2023.

“Apesar dos esforços feitos por diversos países para prevenir os feminicídios, eles continuam a registar níveis alarmantemente elevados. São, frequentemente, o culminar de episódios repetidos de violência baseada no gênero, o que significa que são evitáveis por meio de intervenções oportunas e eficazes”, concluiu o documento.

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