Trabalhador de Anápolis morre ao encostar em barra de ferro na rede elétrica

Trabalhador de uma construção em Anápolis morre ao encostar barra de ferro na rede elétrica

Um trabalhador de 25 anos morreu em um acidente de trabalho no bairro Boa Vista, na cidade de Anápolis, município na região metropolitana de Goiânia. O homem, que não foi identificado, colocou gesso em uma obra e, ao manobrar uma barra de ferro, levou um choque.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), o trabalhador encostou, acidentalmente, na barra de ferro na rede de alta tensão do lado de fora da janela da construção.  

O Diário do Estado (DE) entrou em contato com a equipe do Corpo de Bombeiros que estava no local para atender a ocorrência. A corporação explicou que a obra é uma ampliação do Residencial Fábio Godoi. O prédio de dois pavimentos terá um terceiro andar, onde o trabalhador se acidentou. 

Apesar dos bombeiros serem acionados imediatamente, o homem foi a óbito no local do acidente e a concessionária de energia elétrica foi contatada para desligar o fornecimento de energia a fim de retirar o corpo do trabalhador. 

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BYD cancela contrato com empreiteira após polêmica por trabalho escravo

Na noite de segunda-feira, 23, a filial brasileira da montadora BYD anunciou a rescisão do contrato com a empresa terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda., responsável pela construção da fábrica de carros elétricos em Camaçari, na Bahia. A decisão veio após o resgate de 163 operários chineses que trabalhavam em condições análogas à escravidão.

As obras, que incluem a construção da maior fábrica de carros elétricos da BYD fora da Ásia, foram parcialmente suspensas por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia. Desde novembro, o MPT, juntamente com outras agências governamentais, realizou verificações que identificaram as graves irregularidades na empresa terceirizada Jinjiang.

Força-tarefa

Uma força-tarefa composta pelo MPT, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), resgatou os 163 trabalhadores e interditou os trechos da obra sob responsabilidade da Jinjiang.

A BYD Auto do Brasil afirmou que “não tolera o desrespeito à dignidade humana” e transferiu os 163 trabalhadores para hotéis da região. A empresa reiterou seu compromisso com o cumprimento integral da legislação brasileira, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos trabalhadores.

Uma audiência foi marcada para esta quinta-feira, 26, para que a BYD e a Jinjiang apresentem as providências necessárias à garantia das condições mínimas de alojamento e negociem as condições para a regularização geral do que já foi detectado.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que sua embaixada e consulados no Brasil estão em contato com as autoridades brasileiras para verificar a situação e administrá-la da maneira adequada. A porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, em Pequim, destacou que o governo chinês sempre deu a maior importância à proteção dos direitos legítimos e aos interesses dos trabalhadores, pedindo às empresas chinesas que cumpram a lei e as normas.

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