PM é suspeito de se envolver em briga após se irritar com barulho de igreja, em Jaraguá

Um sargento da Polícia Militar (PMGO) é suspeito de se envolver em uma confusão com fiéis na porta de uma igreja após se irritar com o barulho do culto, em Jaraguá. A situação ocorreu no último dia 25 de abril, no bairro Jardim Aeroporto III, e foi registrado por testemunhas da confusão.

Segundo testemunhas, a confusão foi iniciada quando o policial parou em frente à igreja, questionando o barulho que está sendo feito pelos fiéis. Alguns moradores relataram que o volume estava incomodando vizinhos e que, segundo o policial, estava atrapalhando o descanso necessário dele para o trabalho no dia seguinte. A interação entre o sargento e os fiéis logo se transformou em uma briga verbal, que posteriormente partiu para agressões físicas.

Vídeos feitos por testemunhas mostraram o momento em que o militar parte em direção a um dos fiéis e é contido até a chegada de uma viatura. Os policiais acionados encontraram o colega de profissão com marcas vermelhas pelo corpo e o conduziram, assim como os outros envolvidos, ao Hospital Estadual de Jaraguá para exames de corpo delito e, em seguida, para a delegacia para esclarecimentos.

No boletim de ocorrência, o sargento informou que se deslocou até a igreja e perguntou a um rapaz que estava na porta que horas o culto acabaria. O jovem teria o respondido de forma grosseira e uma discussão foi iniciada entre ambos.

Os envolvidos decidiram não registrar queixa sob a discussão e foram liberados da delegacia.

Em nota, a PMGO informou que o policial militar envolvido na confusão está afastado por motivos médicos e que, mesmo assim, uma sindicância foi instaurada para apurar os fatos ocorridos.

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BYD cancela contrato com empreiteira após polêmica por trabalho escravo

Na noite de segunda-feira, 23, a filial brasileira da montadora BYD anunciou a rescisão do contrato com a empresa terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda., responsável pela construção da fábrica de carros elétricos em Camaçari, na Bahia. A decisão veio após o resgate de 163 operários chineses que trabalhavam em condições análogas à escravidão.

As obras, que incluem a construção da maior fábrica de carros elétricos da BYD fora da Ásia, foram parcialmente suspensas por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia. Desde novembro, o MPT, juntamente com outras agências governamentais, realizou verificações que identificaram as graves irregularidades na empresa terceirizada Jinjiang.

Força-tarefa

Uma força-tarefa composta pelo MPT, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), resgatou os 163 trabalhadores e interditou os trechos da obra sob responsabilidade da Jinjiang.

A BYD Auto do Brasil afirmou que “não tolera o desrespeito à dignidade humana” e transferiu os 163 trabalhadores para hotéis da região. A empresa reiterou seu compromisso com o cumprimento integral da legislação brasileira, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos trabalhadores.

Uma audiência foi marcada para esta quinta-feira, 26, para que a BYD e a Jinjiang apresentem as providências necessárias à garantia das condições mínimas de alojamento e negociem as condições para a regularização geral do que já foi detectado.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que sua embaixada e consulados no Brasil estão em contato com as autoridades brasileiras para verificar a situação e administrá-la da maneira adequada. A porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, em Pequim, destacou que o governo chinês sempre deu a maior importância à proteção dos direitos legítimos e aos interesses dos trabalhadores, pedindo às empresas chinesas que cumpram a lei e as normas.

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