Metrô DE condenado a pagar R$11,3 mil por assalto a passageiro na Estação Pavuna

O Metrô DE foi condenado a pagar R$ 11,3 mil a um passageiro assaltado na Estação Pavuna. A empresa informou que vai recorrer da decisão, porém, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro considerou que houve uma falha na segurança que resultou no assalto. A indenização foi estabelecida em R$ 11,3 mil, sendo R$ 1,3 mil por perdas materiais e R$ 10 mil por danos morais.

Segundo a decisão judicial, a concessionária alegou não ter responsabilidade sobre o ocorrido com o passageiro. No entanto, o desembargador responsável pelo caso entendeu que houve uma negligência por parte do Metrô DE, especialmente em um horário de grande movimento na Estação Pavuna. A falta de segurança no local foi determinante para a ocorrência do assalto.

A empresa afirmou que já recorreu da decisão, contestando a responsabilidade atribuída a ela. O Metrô DE foi considerado culpado e terá que arcar com a indenização ao passageiro assaltado. A sentença ressalta a importância de zelar pela segurança dos usuários do transporte público, garantindo um ambiente livre de riscos e violências.

A condenação do Metrô DE ressalta a importância das empresas de transporte público em garantir a segurança dos passageiros em suas instalações. A decisão judicial serve como um alerta para que medidas sejam tomadas para evitar situações como essa. A indenização de R$ 11,3 mil reforça a responsabilidade das empresas em assegurar a integridade física e moral dos usuários.

O caso do passageiro assaltado na Estação Pavuna evidencia a necessidade de investimento em segurança por parte do Metrô DE. A empresa terá que cumprir com a indenização determinada pela Justiça, demonstrando a importância de priorizar a segurança dos passageiros. A decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reforça a responsabilidade das empresas de transporte em garantir a proteção dos usuários em suas instalações.

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Jovem baleada no Rio: família denuncia demora no socorro pela PRF

Policiais rodoviários demoraram a socorrer jovem baleada no Rio, diz mãe

Juliana Leite Rangel, de 26 anos, está internada em estado gravíssimo. Família diz que processará o Estado.

Em depoimento, policiais da PRF reconhecem que atiraram em carro de jovem no Rio.

Baleada na cabeça na véspera de Natal, quando deixava a Baixada Fluminense para uma ceia em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, Juliana Rangel, de 26 anos, demorou a ser socorrida pelos policiais, de acordo com a mãe da jovem.

Dayse Rangel, mãe de Juliana, falou da demora no atendimento. “Eles não socorreram ela. Quando eu olhei eles estavam deitado no chão batendo no chão com a mão na cabeça. E eu falei: ‘não vão socorrer não?’, questionou a mãe da jovem.”

A família da jovem estava na BR-040, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e seguia para a ceia de Natal, em Itaipu, Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A família foi surpreendida pelos disparos realizados por 3 policiais rodoviários federais.

Juliana Leite Rangel, de 26 anos, foi baleada na BR-040. Dayse Rangel disse que quando viu os policiais, a família chegou a abrir passagem para a chegada deles ao carro, mas os agentes federais só atiraram. “A gente até falou assim: ‘vamos dar passagem para a polícia’. A gente deu e eles não passaram. Pelo contrário, eles começaram a mandar tiro para cima da gente. Foi muito tiro, gente, foi muito tiro. Foi muito mesmo. E aconteceu que, quando a gente abaixou, mesmo abaixando, eles não pararam e acertaram a cabeça da minha filha.”

Alexandre Rangel, pai da jovem, contou o que aconteceu: “Vinha essa viatura, na pista de alta (velocidade). Eu também estava. Aí, liguei a seta para dar passagem, mas ele em vez de passar, veio atirando no carro, sem fazer abordagem, sem nada. Aí falei para minha filha ‘abaixa, abaixa, no fundo do carro, abaixa, abaixa’. Aí eu abaixei, meu filho deitou no fundo do carro, mas infelizmente o tiro pegou na minha filha.”

Juliana Rangel, atingida na cabeça, foi levada para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias. O estado de saúde dela, até às 22h desta quarta-feira (25), era considerado gravíssimo. A jovem foi medicada, passou por cirurgia e está no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). Os agentes usavam dois fuzis e uma pistola automática, que foram apreendidos. Em depoimento, os agentes reconheceram que atiraram contra o carro. Eles alegaram que ouviram disparos quando se aproximaram do veículo e deduziram que vinha dele.

Vitor Almada, superintendente da PRF no RJ, disse que, em depoimento, os policiais alegaram que ouviram disparos quando se aproximaram do carro, deduziram que vinha dele, mas depois descobriram que tinham cometido um grave equívoco.

“A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar os fatos relacionados à ocorrência registrada na noite desta terça-feira (24/12), no Rio de Janeiro, envolvendo policiais rodoviários federais. Após ser acionada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma equipe da Polícia Federal esteve no local para realizar as medidas iniciais, que incluíram a perícia do local, a coleta de depoimentos dos policiais rodoviários federais e das vítimas, além da apreensão das armas para análise pela perícia técnica criminal.”

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