Guarda Municipal de Osasco acusado de matar secretário-tinha escala alterada

GCM acusado de matar secretário de Osasco teria escala alterada

Henrique Marival de Sousa, preso por matar a tiros o secretário-adjunto de
Osasco, estava prestes a mudar de escala, segundo a Guarda Civil Municipal (GCM) DE cidade

São Paulo — O guarda civil municipal Henrique Marival de Sousa, preso em flagrante, nesta segunda-feira (6/1), por matar a tiros o secretário-adjunto de Osasco, estava prestes a mudar de escala. A informação é da Guarda Civil Municipal (GCM) do município DE Grande São Paulo. Ele foi detido ainda na sede da prefeitura, onde ocorreu o assassinato.

“Ele trabalhava em vários equipamentos públicos. Nesse momento, a gente ia mudar ele de escala, tirar de um posto e encaminhá-lo para outro”, disse o comandante da corporação, Erivan da Silva Gomes. Ainda de acordo com o inspetor regional da GCM, Henrique trabalhava havia mais de 10 anos como servidor público.

Os disparos aconteceram após uma reunião da corporação no local. O suspeito e a vítima permaneceram por aproximadamente uma hora e meia trancados dentro de uma sala.

De acordo com relatos de testemunhas, a esposa do guarda foi até o local do crime para convencer Henrique a se entregar à polícia. Ele foi detido na sequência.

Segundo o coronel da PM Valmor Racorti, comandante Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar (PM), a apuração inicial já indicava que a motivação para os disparos seriam desavenças profissionais e pessoais.

“A gente não vai entrar muito no mérito da questão, a [Delegacia] Seccional [DE Osasco] vai apurar, até porque ninguém estava presente no momento”, complementou o coronel da PM.

Henrique Marival de Sousa é Guarda Civil de 1ª Classe do município e integra o órgão desde 2015. Segundo apurou o Metrópoles, Marival é tido como uma pessoa tranquila. Ele é casado e tem uma filha.

Adilson Custódio Moreira nasceu em 12 de janeiro de 1971 na cidade de Jequitinhonha, em Minas Gerais. Aos 6 anos de idade, mudou-se para Cabreúva, no interior de São Paulo, lugar onde estudou e iniciou a vida profissional, trabalhando em lavouras e indústrias. Ele chegou a Osasco no ano de 1988 e montou uma empresa de motoboys, com a qual ficou até 1992, mesma época em que prestou concurso público na Prefeitura de Osasco para o cargo de Guarda Municipal. Tornou-se classe distinta por meio de um concurso interno.

Na Guarda Civil, iniciou os trabalhos como motorista de viaturas; efetuou patrulhamento em motos; trabalhou como Ronda Oficial; auxiliou e atuou em 2001 na implantação do Canil da Guarda Civil; e coordenou o setor de transportes e trabalhos de reestruturação predial da Guarda Civil. Também atuou para a instalação da academia que se encontra na sede da Guarda Civil. Recentemente, em conjunto com a equipe da Guarda Civil, ajudou a delinear o projeto de reestruturação do Plano de Cargos e Carreira da GCM.Adilson Custódio Moreira se tornou Secretário de Segurança e Controle Urbano de Osasco em junho 2018. Saiu do cargo em 2019, quando o atual titular da pasta, José Virgolino de Oliveira, assumiu o cargo. A partir de então, Adilson passou a ser secretário-adjunto.

Conforme apurado pelo Metrópoles, no momento do ocorrido, o prefeito, Gerson Pessoa (Podemos), não estava na sede da administração municipal.

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Ataque a assentamento do MST: ministro alerta contra ódio e uso de armas

Ministro de Lula afirma que ataque a assentamento é alerta contra ódio

Um assentamento do MST, em Tremembé (SP), foi alvo de um ataque a tiros na última sexta-feira (10/1)

O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que o ataque a tiros contra um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Tremembé, no interior de São Paulo, é um alerta contra o discurso de ódio. O episódio terminou com dois mortos e outras seis pessoas feridas.

“O assassinato de dois líderes e o ataque a mais cinco militantes do DE devem servir de alerta contra o discurso de ódio, o uso de armas e a criminalização da reforma agrária que os discursos da extrema direita têm difuso”, escreveu o ministro na rede social X.

O que aconteceu:

– Dois homens morreram e seis ficaram feridos após um ataque a tiros no assentamento Olga Benário, em Tremembé (SP);
– Os feridos foram socorridos e encaminhados aos hospitais de Taubaté e Tremembé;
– A Polícia Federal instaurou um inquérito, com acompanhamento do Ministério da Justiça.

Um dos delegados responsáveis pela investigação sobre o ataque informou que o crime não teve relação com o movimento e que a motivação teria sido um desentendimento interno.

“Se desentenderam com uma questão local, nada relacionado com o movimento ou com invasão e de defesa de terra. A intenção do grupo não era tomar posse. Era uma cobrança no sentido de que [alguma] pessoa não estava aceitando a negociação. Foi uma desinteligência totalmente fora de controle por motivos internos da organização do assentamento”, disse o delegado Marcos Ricardo Parra, da Delegacia Seccional de Taubaté.

Paulo Teixeira esteve em Tremembé, neste domingo (12/1), para visitar o assentamento Olga Benário, regularizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

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