Preta Gil passa a usar bolsa de colostomia definitiva: saiba mais sobre o procedimento

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Preta Gil colocou DE uma bolsa de colostomia definitiva: entenda o procedimento

Preta Gil utilizou as redes sociais, neste domingo (26/1), para informar que refixou a bolsa de colostomia. Desta vez, de maneira definitiva. A cantora voltou às redes sociais na noite deste domingo (26/1) para atualizar os fãs sobre seu estado de saúde. Internada há mais de um mês em um hospital de São Paulo, a cantora segue em processo de recuperação após uma cirurgia complexa, de 21 horas, realizada em 29 de dezembro. O procedimento foi necessário para a remoção de tumores e marcou uma nova etapa em seu tratamento. Ela passa a utilizar uma bolsa de colostomia definitiva.

Em um vídeo postado no Instagram, a cantora compartilhou que os últimos meses têm sido de muitos desafios. “Precisei ficar afastada das redes para me concentrar totalmente na minha reabilitação. Eu não tinha ideia que essa cirurgia fosse ser tão difícil. Os médicos falaram, mas a gente nunca acredita, né?”, disse. Na sequência, Preta compartilhou como está lidando com a adaptação à nova fase do tratamento. “Estou me acostumando com minha bolsinha de colostomia. Sim, eu tive que colocar uma bolsa de colostomia, dessa vez definitiva, e não provisória. Dessa vez, vou ficar para sempre com essa bolsinha. Eu sou muito grata a ela por isso, estou me acostumando e as enfermeiras de ileostomia me dando aulas, dicas de como vai ser em casa”.

A bolsa de colostomia é um dispositivo utilizado por pacientes que não conseguem eliminar as fezes de maneira natural, devido a condições médicas que afetam o funcionamento do intestino. Para que a bolsa seja instalada, é necessário criar cirurgicamente um estoma – uma abertura na parede abdominal -, permitindo que as fezes sejam desviadas diretamente do intestino para a bolsa coletora, explica o médico coloproctologista Danilo Munoz, da clínica Primazo, em Brasília. “O procedimento para a criação do estoma, conhecido como colostomia, é feito sob anestesia e envolve a remoção de parte do intestino grosso ou do delgado. Após a cirurgia, o paciente começa a usar a bolsa de colostomia, que é adaptada conforme a localização do estoma”, detalha o médico.

A colostomia definitiva é necessária em casos em que o trânsito intestinal não pode ser restaurado. Entre as situações que exigem o uso permanente da bolsa estão cânceres no reto ou cólon, doenças inflamatórias intestinais graves como doença de Crohn e retocolite ulcerativa, traumas severos e complicações pós-radioterapia, diz Munoz. A médica coloproctologista Aline Amaro, também de Brasília, destaca a importância da higiene adequada do estoma. A limpeza deve ser feita com água morna e sabão neutro, evitando produtos irritantes. A troca da bolsa deve seguir as orientações médicas para garantir o conforto e a saúde da pele ao redor do estoma, recomenda.

Uma dieta equilibrada, evitando alimentos que causem gases ou constipação, e a hidratação adequada são essenciais. Com o acompanhamento médico, é possível retomar uma vida ativa e produtiva, incluindo atividades físicas e trabalho, completa Aline. Embora a colostomia seja geralmente segura, complicações podem ocorrer. Munoz alerta para problemas como irritação na pele (dermatite periestomal), hérnia paraestomal, infecções locais e alterações na posição do estoma. Prevenir essas complicações envolve garantir o ajuste correto da bolsa e monitoramento médico regular, explica. Além disso, Aline enfatiza que a adaptação ao uso da bolsa inclui cuidados com a higiene e apoio emocional. É fundamental seguir as recomendações de higiene, usar barreiras protetoras e, se necessário, buscar apoio psicológico para lidar com as mudanças emocionais e sociais.

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