Moraes pressiona Mauro Cid: “Última chance” de dizer a verdade

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Moraes deu bronca e “última chance” a Cid após omissão em delações

Durante audiência, Moraes mencionou provas de que Mauro Cid omitiu informações e disse que aquela era a sua última chance de dizer a verdade

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes derrubou, nesta quarta-feira (19/2), o sigilo do acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, que atuou como ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo os documentos divulgados, Moraes pressionou Mauro Cid durante uma audiência em novembro de 2024, que teve a presença de Paulo Gonet, procurador-geral da República, e afirmou que essa era a última chance de Cid dizer a verdade. Posteriormente, a delação foi mantida.

Durante a audiência, Moraes mencionou que a Polícia Federal (PF) encaminhou ao Supremo provas que mostravam que Mauro Cid havia omitido informações em uma tentativa de minimizar a gravidade dos fatos relatados. O ministro afirmou que é fundamental que o colaborador forneça informações verdadeiras para que os benefícios da colaboração premiada sejam justos.

Alexandre de Moras disse que, após solicitar a Paulo Gonet um parecer sobre a questão, o procurador-geral da República se manifestou pela decretação da prisão preventiva de Mauro Cid. Aquele momento seria a última oportunidade para Cid dizer a verdade, caso contrário, poderia enfrentar a prisão preventiva e a revogação do acordo de delação, afetando também sua família.

A transcrição da audiência foi divulgada após a Procuradoria-Geral da República denunciar ao STF o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro Braga Netto e mais 32 pessoas por participação em organização criminosa que tinha o objetivo de mantê-lo no poder após as eleições de 2022.

De acordo com a acusação da PGR, Bolsonaro cometeu diversos crimes, incluindo organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição do estado democrático de direito. Além disso, Moraes abriu prazo para que os denunciados apresentem suas defesas por escrito.

A partir da denúncia, o Supremo Tribunal Federal abrirá um prazo para a defesa de Bolsonaro se manifestar, seguido pela marcação de uma data de julgamento. Caso a denúncia seja aceita, Bolsonaro e os demais réus passam à fase de ouvir a defesa, testemunhas e colher novas provas. Posteriormente, o Supremo emitirá sua decisão e poderá fixar uma pena se considerar os réus culpados. A possibilidade de prisão preventiva deve ser decidida judicialmente e apenas em casos extremos.

Além do fator prisão, o ex-presidente pode enfrentar outras sanções judiciais durante o processo. Bolsonaro já teve seu passaporte retido devido às investigações em que é alvo, o que o impediu de comparecer a eventos internacionais. Fique informado sobre as últimas notícias acessando o canal de notícias do Metrópoles no Telegram.

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