A Polícia Federal e o Gaeco deflagraram a Operação Hydra, prendendo um policial civil e mirando fintechs usadas pelo PCC para lavagem de dinheiro. A ação é um desdobramento das declarações de Vinicius Gritzbach.
Introdução à Operação Hydra
Na manhã desta terça-feira, 25 de fevereiro de 2025, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal (PF) deflagraram a Operação Hydra, que visa combater a lavagem de dinheiro ligada à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação resultou na prisão de um policial civil e na execução de mandados de busca e apreensão em várias cidades do estado de São Paulo.
Desdobramentos da Operação
Os agentes cumpriram um mandado de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades de São Paulo, Santo André e São Bernardo do Campo. O suspeito preso é o policial civil Cyllas Elia Junior, que se apresenta como CEO da 2GO Bank, uma das fintechs envolvidas na operação. A outra fintech citada é a InvBank.
A importância das declarações de Gritzbach
A operação é um desdobramento das declarações prestadas por Antônio Vinicius Gritzbach, delator do PCC assassinado em novembro do ano passado no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Gritzbach “jogou luz na atuação de fintechs para o branqueamento de bens e valores oriundos de atividades criminosas”, conforme destacou o Gaeco.
Investigações e Bloqueios Financeiros
As investigações indicam que as fintechs ofereciam serviços financeiros alternativos, movimentando valores ilícitos por meio de engenharia financeira complexa para ocultar os reais beneficiários. A Justiça determinou o bloqueio de valores em oito contas bancárias e a suspensão temporária das atividades econômicas das instituições de pagamento envolvidas.
Resposta da Defesa
A defesa de Cyllas Elia Junior afirmou desconhecer a prisão e não quis se manifestar. O espaço segue aberto para manifestações.