Desaprovação recorde de Lula na Quaest mostra que 3º mandato é museu de velhas novidades que tropeça nos próprios erros
Uma pesquisa recente da Quaest expõe o desgaste do governo Lula, apontando críticas ao isolamento do presidente em um grupo restrito de aliados, falhas na comunicação, crises causadas por medidas econômicas e o distanciamento das prioridades do eleitorado.
A pesquisa divulgada nesta quarta-feira (20) revela o cenário do governo DE, destacando que o terceiro mandato do presidente é visto como um museu de antigas práticas, incapaz de se conectar com o novo Brasil e de compreender as demandas da sociedade em questões cruciais como segurança pública e inflação de alimentos.
O levantamento da Quaest divulgado no dia 26 de fevereiro mostra que mais de 50% dos eleitores em oito estados pesquisados desaprovam o terceiro mandato de Lula. A desaprovação ultrapassa os 60% em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Minas Gerais (MG), enquanto a aprovação cai mais de 15 pontos na Bahia (BA) e em Pernambuco (PE), estados em que Lula venceu as eleições em 2022.
Pela primeira vez, a desaprovação de Lula superou numericamente a aprovação nestes dois estados nordestinos, que são tradicionalmente redutos do petista.
O governo atual se destaca dos mandatos anteriores de Lula por possuir um presidente mais isolado em um círculo restrito, com pouca circulação de opiniões diversas, o que era comum nas gestões passadas.
Lula foi eleito com a promessa de um governo de frente ampla, mas na prática deu preferência ao PT em posições-chave e concentrou seus esforços em sua própria base de apoio.
Além disso, a comunicação do governo DE é considerada pouco eficaz, deixando a desejar especialmente nas redes sociais, espaço em que a oposição tem se saído melhor.
A crítica principal é de que o governo não consegue se comunicar efetivamente com a população por não compreender as prioridades dos eleitores. A falta de atenção a questões importantes como a inflação de alimentos e segurança pública pode ser um dos fatores que contribuíram para a queda de popularidade de Lula.