A Polícia Federal está focando suas investigações em um grupo que promovia um verdadeiro “feirão” de fuzis e coletes balísticos em Goiás. Os criminosos envolvidos nesse esquema ilegal não só vendiam armas e munições, mas também aceitavam drogas como forma de pagamento, de acordo com informações levantadas nas investigações.
A operação realizada pela PF tem como alvo um grupo responsável pela venda clandestina de armamentos, incluindo fuzis e armas de alto poder destrutivo. Essas vendas eram feitas de forma indiscriminada, atendendo a qualquer criminoso que estivesse interessado, criando assim uma espécie de feira do crime.
Além da comercialização ilegal de armas, os investigados também são suspeitos de atuar no tráfico internacional de drogas, facilitando a entrada de entorpecentes em Goiás. A Polícia Federal afirma que algumas pessoas envolvidas nesse esquema aceitavam drogas como pagamento pelas armas e munições ilegais vendidas.
O delegado José Florêncio de Oliveira destaca que uma parcela dos criminosos envolvidos nesse esquema utilizava drogas e dinheiro em espécie como forma de pagamento, dificultando assim o rastreamento das transações. Os fuzis eram comercializados por valores entre R$ 35 mil e R$ 40 mil, enquanto as armas de fogo tinham valores de R$ 8 mil a R$ 10 mil, demonstrando a intensidade do comércio ilegal na região.
Na ação desta quinta-feira, a Polícia Federal cumpre 11 mandados contra o grupo criminoso, incluindo 5 de prisão preventiva e 6 de busca e apreensão. Os investigados poderão responder por diversos crimes, como porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, comércio ilegal de armas de fogo, tráfico internacional de armas, tráfico de drogas e associação para o tráfico, sujeitos a penas que podem ultrapassar 30 anos de reclusão. A operação visa desarticular essa quadrilha que atuava de forma criminosa no estado de Goiás.