Dona de creche que esqueceu criança em carro tem prisão preventiva convertida em domiciliar: Justiça decide medidas cautelares.

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A dona de creche que causou a morte de um menino ao esquecê-lo dentro do carro teve sua prisão preventiva convertida em domiciliar, de acordo com a decisão da Justiça. A empresária, responsável pela morte de Salomão Rodrigues Faustino, de 2 anos, em Nerópólis, Goiás, agora está cumprindo sua pena em casa, com algumas medidas cautelares. O caso chocou a região metropolitana de Goiânia e levantou questões sobre a responsabilidade dos cuidadores de crianças.

Além da prisão domiciliar, a Justiça determinou que a acusada só pode sair de casa quando intimada por autoridade judicial, mantendo o endereço atualizado e sem mudar para outra cidade. A decisão levou em consideração o fato da ré ser primária e o crime ter sido cometido sem violência. Além disso, a empresária é mãe de dois filhos menores, sendo um deles com menos de 2 anos e que ainda é amamentado pela mãe.

A defesa da acusada argumentou que o caso não preenchia os requisitos para a prisão preventiva, solicitando a conversão para domiciliar. O advogado Gildo Franks ressaltou que, por ser genitora de crianças menores de 12 anos, a acusada poderia cumprir a pena em casa. Após a conclusão do inquérito, a defesa planeja se manifestar sobre o caso, buscando garantir os direitos da ré durante o processo judicial.

O trágico episódio que resultou na morte do menino Salomão ocorreu quando a dona da creche o deixou no banco de trás do veículo, preso à cadeirinha, por quatro horas sob o forte sol. Ao perceber o ocorrido, ela tentou reanimar a criança e chamou os bombeiros para socorrê-lo. Infelizmente, Salomão não resistiu e foi levado ao hospital, onde foi constatado seu óbito.

Os pais da criança, Giselle Rodrigues e Vilmar Faustino, expressaram sua indignação com o trágico desfecho e ressaltaram que o menino não estava dormindo no carro, mas sim acordado no momento do esquecimento. A mãe passou mal durante o depoimento na polícia e desmaiou, sendo atendida no hospital e liberada posteriormente. O pai relatou o choque ao descobrir a situação do filho no hospital e o esforço da equipe médica para reanimá-lo.

O caso ainda está em investigação pela Polícia Civil, que autuou a dona da creche por homicídio culposo. A acusada tentou fugir, mas foi capturada a 80 km de distância. A situação levantou debates sobre os cuidados e responsabilidades dos prestadores de serviços com crianças. A comunidade de Nerópólis, Goiás, permanece consternada com a tragédia que abalou a região, buscando justiça e respostas sobre o ocorrido.

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