O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Belém (Semcult) que se manifeste em até 24 horas sobre a exclusão dos blocos afros e afoxés da programação oficial do Carnaval deste ano na capital do Pará. Segundo organizações da comunidade afro-brasileira no estado, essa exclusão é vista como um ato de racismo institucional que negligencia a história e a cultura afro-brasileira durante a festividade.
As entidades sociais estão reivindicando a inclusão dos blocos afros na abertura dos desfiles das escolas de samba, o que é uma tradição há mais de duas décadas, bem como apoio para realizar o “Circuito Antirracista Mãe Raimundinha da Cocada” e um diálogo aberto com a prefeitura de Belém para discutir essas questões. A ausência desses elementos importantes do carnaval local tem gerado revolta e mobilização por parte da comunidade afrodescendente.
Além disso, o MPF também pediu que a secretária municipal de Cultura e Turismo, Cilene Sabino, apresente uma resposta sobre as medidas que serão tomadas para resolver os problemas apontados pelas organizações sociais e atender às suas demandas. A realização de manifestações culturais e políticas que promovam a diversidade e a igualdade é essencial para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Em vista disso, a discussão em torno da presença e participação dos blocos afros e afoxés no Carnaval de Belém tem ganhado destaque e despertado um debate importante sobre representatividade e valorização da cultura afro-brasileira. A luta por reconhecimento e respeito às tradições e manifestações culturais afrodescendentes é fundamental para combater o racismo estrutural e promover a igualdade racial.
Portanto, é crucial que a prefeitura de Belém se posicione diante dessas reivindicações e tome medidas concretas para garantir a participação e visibilidade dos blocos afros no Carnaval da cidade. A diversidade é um dos pilares fundamentais da cultura brasileira, e a exclusão de manifestações culturais tradicionais é um retrocesso que não pode ser tolerado em uma sociedade que valoriza a igualdade e a pluralidade.
Ao se deparar com situações de exclusão e discriminação, é importante que a sociedade civil se mobilize e manifeste seu repúdio a essas práticas discriminatórias. O respeito às diferenças e a promoção da igualdade são valores essenciais para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, onde todas as pessoas possam se expressar e celebrar suas raízes culturais com orgulho e dignidade.