O ex-policial militar do Batalhão de Operações Especiais Ronny Pessanha de Oliveira foi expulso da Polícia Militar em 2023 depois de uma condenação na Justiça por praticar extorsões a mando de milicianos na Zona Oeste do Rio.
Uma vítima relatou que foi extorquida por Ronny e obrigada a entregar quatro apartamentos para a milícia da região de Rio das Pedras e Muzema, além de transferir R$ 24 mil.
Ronny Pessanha foi preso na segunda (24), suspeito de treinar traficantes do Comando Vermelho para combates contra facções rivais e contra a polícia. A facção assumiu o controle de favelas da região depois de disputas com a milícia.
Na decisão de expulsão da Polícia Militar, o Conselho de Disciplina afirmou que “a conduta do acusado constitui grave afronta a sociedade e a própria democracia, na medida em que a atuação dessas ditas organizações criminosas cerceiam a liberdade de milhares de cidadãos que vivem sob sua influência, cujo modus operandi, alicerça-se covardemente com o emprego do terror e medo”.
O G1 teve acesso à decisão do Conselho de Disciplina da Polícia Militar que determinou a expulsão de Ronny, conhecido como Caveira.
O documento cita que Ronny foi condenado a 5 anos e sete meses de prisão, em regime semiaberto, por participar de uma organização criminosa, recolhendo taxas de segurança de comerciantes e empresários locais, além da exploração imobiliária clandestina.
Em 2020, Ronny foi denunciado pelo Ministério Público por atuação na milícia daquela região, atuando nas extorsões e na segurança de Taillon Pereira Barbosa, que foi chefe da milícia após a prisão do pai, Dalmir.
Durante o processo disciplinar na corporação, Ronny alegou inocência e que somente conhecia Taillon, porém não sabia que ele participava da milícia de Rio das Pedras.