Desarticulação de quadrilha de exploração sexual em cidades do interior de SP

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Jovens atraídas por quadrilha em cidades do interior de São Paulo foram identificadas pela Polícia Civil na última segunda-feira (24). Essas jovens, vítimas da exploração sexual e mantidas em cárcere privado, foram encontradas em boates nas cidades de Catanduva, Auriflama, Pereira Barreto e também em Aparecida do Taboado, no Mato Grosso do Sul, todas pertencentes ao mesmo proprietário. Essa ação policial resultou na prisão de quatro homens, incluindo o gerente e o dono das boates em Auriflama. Um ex-gerente de Catanduva encontra-se foragido da Justiça.

Uma situação chocante envolvendo uma garota de 26 anos resgatada de uma boate em Auriflama despertou a atenção das autoridades e da população. A jovem, grávida de seis meses, teve seu pedido de socorro negado após ser picada por uma aranha dentro do estabelecimento. A testemunha, Bruna de Carvalho, comerciante na cidade, relatou que a vítima estava sendo mantida em cárcere privado e alegava dívidas com o dono da boate. Toda a situação foi denunciada às autoridades policiais, que iniciaram uma investigação que resultou na desarticulação da rede criminosa responsável por esses abusos.

As investigações tiveram início após a morte de Regina Aparecida Marques Vieira, de 19 anos, encontrada em uma boate em Auriflama. O caso inicialmente tratado como suicídio passou a ser investigado como homicídio ou indução ao suicídio. As mulheres eram atraídas pelos criminosos com falsas promessas de emprego e acabavam exploradas, submetidas a tortura, estupro e cárcere privado. Diversas jovens foram identificadas como vítimas dessa organização criminosa, que as forçava a consumir drogas, acumular dívidas e a realizar trabalhos forçados nas boates.

A delegada responsável pela investigação destacou que as vítimas eram mantidas em situações de extrema vulnerabilidade, sem acesso a alimentos, água e comunicação. Muitas delas foram agredidas, estupradas e ameaçadas pelos administradores das boates. Algumas das vítimas eram menores de idade, demonstrando a gravidade e o caráter perverso das ações dessa quadrilha. Durante a operação policial, drogas, armas e celulares foram apreendidos, e os estabelecimentos foram fechados por determinação judicial.

A população local se mobilizou diante desses fatos e contribuiu para a libertação dessas jovens, que tiveram a coragem de denunciar os abusos e as violências sofridas. O desfecho desse caso demonstra a importância da atuação das autoridades policiais e da sociedade no combate a crimes como exploração sexual, cárcere privado e homicídio. A conscientização e a denúncia são essenciais para coibir essas práticas criminosas e proteger as vítimas dessas ações desumanas. A justiça deve ser feita e os responsáveis por esses delitos devem ser devidamente punidos.

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