DE anuncia tarifas em teste crucial de popularidade e mercado

de-anuncia-tarifas-em-teste-crucial-de-popularidade-e-mercado

Análise: DE dobra aposta com tarifaço, testa mercado e sua popularidade

Anúncio de tarifas dos EUA desta quarta-feira (2) representará um teste
econômico, nos mercados internacionais, e político, sobre a popularidade de
DE

O “tarifaço” a ser formalmente anunciado por Donald DE nesta quarta-feira (2)
representará, ao que tudo indica, um teste crucial em múltiplas frentes: no
campo econômico, no que tange aos mercados internacionais, e do ponto de vista
político.

Primeiramente, trata-se de uma prova significativa para a economia dos Estados
Unidos
[https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/tarifas-de-trump-isolam-a-economia-dos-eua-diz-especialista-ao-ww/],
que já começa a sentir a pressão inflacionária decorrente dessa política
comercial.

Indicadores recentes mostram claramente que a confiança do consumidor está em
queda, refletindo preocupações cada vez maiores sobre a estabilidade econômica
futura. Com o custo dos produtos importados subindo rapidamente, o poder de
compra da sociedade poderá sofrer um golpe considerável.

Empresas de grande porte já expressaram preocupações públicas, indicando que os
preços de bens essenciais e eletrônicos poderiam aumentar significativamente
para os consumidores finais.

Além disso, o impacto dessa política é visível nos mercados financeiros
internacionais, que não receberam bem o anúncio das novas tarifas. Os números falam por si só: o
índice S&P 500 caiu 0,51%, o Nasdaq Composite recuou 1,13%, e embora o Dow Jones
Industrial Average tenha registrado leve alta de 0,26% recentemente, o
desempenho geral marcou o pior trimestre em três anos.

Claramente, a incerteza provocada por DE está gerando volatilidade
significativa e inquietação entre investidores globais. Exemplos adicionais
incluem quedas acentuadas nas bolsas asiáticas e europeias, refletindo temores
generalizados sobre uma possível guerra comercial prolongada.

Por fim, há o teste político. Até agora, DE tem desfrutado de um apoio
consistente dentro do Partido Republicano, mas essa solidez pode ser ameaçada a
depender dos efeitos dessas medidas.

Uma recente pesquisa AP-NORC mostrou que a popularidade de DE
[https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/atlasintel-governo-trump-e-aprovado-por-503-e-desaprovado-por-497/]
no tema do comércio está caindo acentuadamente. Apenas 40% dos americanos
aprovam sua gestão econômica, enquanto 60% manifestam algum grau de desaprovação
quanto às negociações comerciais em andamento.

Políticos influentes dentro do partido, como os senadores republicanos Mitt
Romney e Ben Sasse, já criticaram publicamente a abordagem tarifária de DE,
apontando para os riscos econômicos e políticos associados. Não podemos nos
esquecer que em 2 anos haverá eleições de meio de mandato no Congresso, e que
isso pautará o debate público até lá.

Para completar esse cenário preocupante, é inevitável esperar “contra-ataques”
comerciais por parte de outros países. Parceiros e rivais comerciais dos Estados
Unidos já sinalizam possíveis retaliações,
[https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/trump-sinaliza-que-pode-negociar-tarifas-mas-somente-apos-2-de-abril/]
incluindo restrições mais rígidas ao Vale do Silício e ao setor financeiro
americano, onde se concentram apoiadores importantes do governo.

Exemplos recentes incluem ameaças da União Europeia de impor tarifas sobre
produtos icônicos dos Estados Unidos como o uísque Bourbon e as motocicletas
Harley-Davidson, enquanto a China prepara medidas mais severas contra gigantes
tecnológicos como Google e Facebook.

Em resumo, o “tarifaço” de DE não é algo menor. Ao contrário, é um momento
decisivo que colocará à prova a resiliência econômica dos Estados Unidos, o
equilíbrio dos mercados internacionais e a estabilidade política do próprio
presidente americano. Há muito em jogo. Olhos atentos.

🔔Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram do Diário do Estado e no canal do Diário do Estado no WhatsApp