Sete suspeitos de integrar uma quadrilha que assaltava residências na Zona Sul do Rio foram presos, nesta quarta-feira, por policiais da 15ª DP (Gávea). De acordo com as investigações, o bando é de São Paulo e, em um dos casos, se aliou a traficantes do Morro do São Carlos, no Estácio, na Zona Norte carioca, que deram apoio para que o roubo fosse cometido. No total, a Justiça expediu dez mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. Na ação, que contou com o apoio da Polícia Civil paulista, foi apreendida a réplica de um fuzil.
A operação resultou na prisão de Michel Ferreira Silva Lima, Simone Arruda de Oliveira, Thiago de Jesus Souza, Valéria Pereira Galdino e Celina Pontes de Almeida em São Paulo. No Rio de Janeiro, os policiais cumpriram mandados de prisão contra o ourives Maurício Contaiffer da Paixão, dono de uma loja de joias em Copacabana, e contra Breno Romano, apontado como responsável por clonar veículos. Todos os envolvidos responderão por roubo qualificado e organização criminosa, de acordo com a delegada Daniela Terra, titular da 15ª DP. Outros três suspeitos ainda estão foragidos.
As investigações sobre a atuação da quadrilha tiveram início em junho de 2024, quando quatro suspeitos, com uma arma fornecida pelos traficantes do São Carlos, invadiram uma residência no Jardim Botânico e fizeram os moradores reféns. Na ocasião, as vítimas foram imobilizadas com lacres, agredidas e obrigadas a fazer transferências. Durante o assalto, os criminosos utilizaram um carro fornecido pelos traficantes e um taxista indicado por eles, que já está detido.
O taxista tinha a função de “batedor” dos assaltantes, auxiliando na escolha da casa a ser roubada e guiando o grupo até o local do crime. Após o assalto, a quadrilha retornou ao Morro do São Carlos com os bens roubados, incluindo joias que foram compradas por Maurício por R$ 31,6 mil. A delegada Daniela Terra destacou que o valor foi dividido entre o tráfico e os cúmplices presos em São Paulo.
Para identificar e prender os criminosos, foram utilizados cruzamentos de dados telemáticos, informações bancárias e consultas nos bancos de dados das polícias Civil do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os presos foram autuados na 15ª DP e encaminhados para a Casa de Custódia de Benfica, onde permanecerão à disposição da Justiça.
Até o momento, as defesas dos suspeitos não foram localizadas pelo O GLOBO. O espaço está aberto para manifestações. Para mais notícias sobre o Rio de Janeiro e se inscrever na Newsletter, acesse o site do jornal.