Preço da safra do caqui de 2025 preocupa produtores do Alto Tietê, mas consumidor não deve sofrer impacto significativo

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Preço da safra do caqui de 2025 preocupa produtores do Alto Tietê. Com a expectativa de colheita maior do que em 2024, a tendência é de queda no valor da fruta, tradicional na região. No entanto, o preço mais baixo não deve afetar significativamente o bolso do consumidor.

Na propriedade de Ari Scungisqui, localizada em Mogi das Cruzes, a previsão é de que o volume da colheita seja maior este ano em comparação com o ano passado. Em 2024, o produtor colheu 80 toneladas, enquanto em 2025 espera atingir 100 toneladas. Mesmo com as altas temperaturas, a produção não foi prejudicada, apresentando um aumento de cerca de 20%.

O produtor relata que o preço da fruta caiu consideravelmente nesta safra. Inicialmente vendido a R$ 6 o quilo, o valor já chegou a R$ 2. Essa redução impacta não apenas os proprietários dos sítios, mas também os trabalhadores da região, como a ajudante de produção Rosângela Aparecida Gorrera.

Rosângela menciona que, no ano anterior, foram preenchidas de 4 a 5 mil caixas de caqui, com picos de 10 mil. Entretanto, este ano a expectativa é de preencher cerca de 3 mil caixas, devido a danos causados por chuvas de granizo nas frutas. Apesar disso, o consumidor final não tem sentido tanto o impacto nos preços.

Wagner Yoshio Kameoka, comerciante do Mercadão, afirma que houve pouca alteração nos preços das frutas. A bandeja de caqui rama forte é vendida por R$ 6 e, segundo ele, a qualidade da produção foi aprovada, apesar de algumas manchas causadas pelas intempéries climáticas. Kameoka acredita que os valores podem diminuir nas próximas semanas, à medida que mais produtores sejam incorporados para atender a demanda.

Em suma, o cenário da safra do caqui de 2025 no Alto Tietê traz preocupações para os produtores, mas até o momento o consumidor final não tem sido diretamente impactado pelos preços. Com uma maior colheita e variações nos valores ao longo da temporada, a expectativa é de que o mercado se ajuste, beneficiando tanto quem produz quanto quem consome a fruta.

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