Palmeiras denuncia novo caso de racismo contra atletas no Sub-13: “Foi tratado com indiferença”
Episódio aconteceu em um jogo contra o San Lorenzo, da Argentina, durante o torneio Burchalkin Cup, disputado em São Petersburgo, na Rússia
Júlio Oliveira: desabafo histórico sobre racismo no Redação sportv, em 2019 [https://s03.video.glbimg.com/x240/13602534.jpg]
O Palmeiras [https://de.globoesporte.globo.com/futebol/times/palmeiras/] denunciou mais um caso de racismo envolvendo atletas do clube. Dessa vez, direcionado a dois jogadores do Sub-13, alvo de ofensas em um jogo contra o San Lorenzo, da Argentina, durante o torneio Burchalkin Cup, disputado em São Petersburgo, na Rússia.
– É estarrecedor e inaceitável que garotos de 12 e 13 anos sejam chamados de “macaco”. E, neste caso, por adversários da mesma idade, que igualmente estão em processo de formação – relatou o clube em nota nas redes sociais.
O Núcleo Psicossocial da Base do Palmeiras está em contato com os jovens e as respectivas famílias para prestar apoio psicológico. Os nomes dos atletas em questão foram preservados.
Os posicionamentos relativos ao combate ao racismo se intensificaram no Palmeiras nos últimos meses, desde que o episódio de agressão, no dia 6 de abril, contra o atacante Luighi, no Paraguai, durante jogo contra o Cerro Porteño na Libertadores Sub-20.
Depois do episódio, inclusive, o clube chegou a conduzir internamente uma dinâmica de grupo com atletas do Sub-10, Sub-11 e Sub-12 relacionada à temática de combate ao racismo.
Nesta semana, por sua vez, a presidente Leila Pereira falou sobre o tema durante o congresso da Fifa em Luque, no Paraguai. A dirigente esteve no evento como delegada do Brasil a convite da CBF, no evento que teve como um dos temas centrais o combate ao racismo.
– Para combater o racismo são com punições severas – iniciou a presidente.
– Eu não tenho dúvidas que no Brasil também temos o problema do crime de racismo. Quando acontece no nosso estádio eu tomo providências. Nós identificamos imediatamente os criminosos e punimos. Como? Proibindo de entrar e responsabilizando financeiramente, porque quando o Palmeiras é responsabilizado financeiramente, o Palmeiras precisa pagar a multa e eu vou cobrar do torcedor. Nós exigimos que os outros façam a mesma coisa, e com o tempo vamos coibir isso.