O confronto entre as torcidas de Independiente e Universidad de Chile durante a partida de quarta-feira gerou uma série de problemas que poderiam ter sido evitados. Um plano de segurança previamente elaborado indicava a necessidade de policiamento no setor visitante, onde estariam os torcedores chilenos, mas a orientação foi ignorada, resultando em dezenas de feridos.
Antes do jogo, uma reunião da Conmebol destacou a preocupação com o tratamento das duas torcidas no estádio Libertadores da América, em Buenos Aires. O relatório de segurança apontou a possibilidade de confronto entre os torcedores argentinos e chilenos devido à disposição dos setores destinados a cada grupo, levando à recomendação de que o setor dos argentinos ficasse vazio.
Durante o confronto, a torcida da Universidad de Chile causou confusão ao atear fogo em objetos e arremessar cadeiras nos torcedores adversários. Em resposta, os argentinos invadiram o setor visitante e agrediram os chilenos, resultando em mais violência e tumulto. O jogo foi suspenso pela Conmebol, que prometeu adotar medidas firmes para punir os envolvidos.
Apesar do plano de segurança prévio indicar a necessidade de reforço policial no setor dos visitantes, o Independiente informou que todos os ingressos já haviam sido vendidos, impossibilitando a medida preventiva. A presença de apenas 150 seguranças privados dentro do estádio não foi suficiente para conter a violência entre as torcidas, resultando em mais de 90 detidos e 19 torcedores feridos.
A falta de policiamento dentro do estádio, aliada à desobediência às orientações de segurança, levou a uma situação caótica durante a partida entre Independiente e U. de Chile. As consequências desse episódio de violência no futebol sul-americano ainda não foram totalmente esclarecidas, mas as punições previstas pela Conmebol podem incluir a exclusão das equipes do torneio, conforme os regulamentos da entidade.