Decisão recente da justiça mantém a prisão preventiva do prefeito de Igarapé Grande no Maranhão, acusado de assassinar o policial militar Geidson Thiago da Silva durante uma vaquejada. A defesa de João Vitor Xavier solicitou a revogação da prisão, alegando que ele é réu primário, possuía residência fixa e bons antecedentes. No entanto, o juiz responsável pelo caso rejeitou o pedido, considerando a gravidade do crime e a necessidade de manter a ordem pública.
João Vitor Xavier está detido desde julho deste ano, quando se entregou à polícia e se licenciou do cargo de prefeito por 120 dias. A decisão do juiz, Luiz Emilio Braúna Bittencourt Júnior, também determinou a retirada de postagens em redes sociais apresentadas pela defesa do prefeito, por considerar que poderiam ferir a dignidade da vítima. O Ministério Público do Maranhão foi contra a liberação de João Vitor.
Após a decisão, as partes envolvidas no caso foram intimadas, e o Ministério Público deve se pronunciar sobre o pedido de habilitação de assistente de acusação dentro de cinco dias. Enquanto isso, João Vitor permanece em licença médica do cargo de prefeito, recebendo seu salário mensalmente. A Câmara Municipal de Vereadores de Igarapé Grande aceitou o pedido de licença do prefeito e empossou seu vice.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Maranhão concluíram que o prefeito foi responsável pelo homicídio do policial durante a vaquejada. Testemunhas relataram que houve uma discussão entre os dois, e João Vitor teria disparado os tiros pelas costas da vítima. O prefeito se entregou às autoridades um dia após a Justiça emitir o pedido de busca e apreensão, sendo liberado temporariamente após prestar depoimento.
A defesa de João Vitor alega legítima defesa, afirmando que o policial teria sacado uma arma durante a discussão sobre os faróis do carro do prefeito. No entanto, a Polícia Civil concluiu que a vítima foi morta pelas costas e que a arma utilizada no crime ainda não foi encontrada. Imagens de câmeras de segurança também não mostram o prefeito descartando a arma no local do crime.
A investigação revelou que a arma utilizada no crime, um revólver calibre .38, foi adquirida como presente de um eleitor, sem registro ou autorização para posse. O prefeito foi indiciado por homicídio, tendo permanecido preso em cela individual, com cama e banheiro. O caso continua em andamento, aguardando novos desdobramentos e posicionamento das autoridades competentes.