Análise: Vasco cria para vencer o Botafogo e pode tirar boas lições do empate na Copa do Brasil
Time para na trave, nas defesas de John e de um possível pênalti não marcado no segundo tempo. Postura competitiva e organização no meio de campo precisam ser repetidos no jogo da volta
Vasco 1 x 1 Botafogo | Melhores momentos | Quartas de final | Copa do Brasil 2025 [https://s02.video.glbimg.com/x240/13879121.jpg]
Vasco 1 x 1 Botafogo | Melhores momentos | Quartas de final | Copa do Brasil 2025
O DE [https://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/] jogou para ir com vantagem para o segundo jogo das quartas de final da Copa do Brasil. Saiu de São Januário na noite desta quarta-feira com apenas um empate em 1 a 1, mas a equipe de Fernando Diniz pode e deve tirar boas lições do primeiro clássico para buscar a classificação no Nilton Santos. O duelo de volta ocorre no dia 11 de setembro.
+ Diniz critica arbitragem de Daronco em Vasco x Botafogo; veja coletiva [https://ge.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2025/08/28/diniz-critica-arbitragem-de-daronco-por-em-vasco-e-botafogo-penalti-facil-de-ser-marcado.ghtml]
Depois de dois jogos com atuações muito abaixo da média (derrotas para Juventude e Corinthians no Brasileirão), o Vasco foi acima de tudo um time muito aguerrido em campo neste quarta. Não teve bola perdida nem pé fraco nas divididas. A postura foi reconhecida pela torcida, que cantou o tempo inteiro no estádio e não se deixou abalar sequer com o gol sofrido no início – Davide Ancelotti definiu São Januário como “território hostil” depois da partida. [https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/27/davide-diz-que-botafogo-precisa-melhorar-e-relata-dificuldades-em-sao-januario-foi-um-territorio-hostil.ghtml]
O vascaíno que foi a São Januário ou assistiu pela televisão terminou o jogo com a sensação de que a equipe competiu, o que não vinha ocorrendo.
1 de 1 Vegetti em ação na partida do Vasco contra o Botafogo — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Vegetti em ação na partida do Vasco contra o Botafogo — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
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O Vasco foi melhor que o Botafogo no jogo de ida das quartas de final e teve chances de sair com a vitória, mas John fez ao menos três defesas importantes. Quando o goleiro adversário foi superado, a finalização de Rayan no início do segundo tempo explodiu no travessão. Faltou capricho e um pouco de sorte.
Também houve um lance capital na partida, que foi o possível pênalti não marcado para o Vasco logo aos dois minutos do segundo tempo. Marlon Freitas interceptou o chute de Rayan com o braço dentro da área, mas o árbitro Anderson Daronco enxergou a bola tocando primeiro no peito do volante botafoguense. Diniz soltou os cachorros na coletiva: “Todo mundo é trouxa agora”. [https://ge.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2025/08/28/diniz-critica-arbitragem-de-daronco-por-em-vasco-e-botafogo-penalti-facil-de-ser-marcado.ghtml]
O bom nível de atuação com direito a oito finalizações na direção do gol adversário (o Botafogo só acertou três) se deve principalmente à organização do meio de campo tanto na fase ofensiva quanto defensiva. Coutinho fez ótimo primeiro tempo e cansou no segundo. Jair fez gol e foi eleito o melhor jogador da partida. E Barros, a novidade na escalação, deu a pegada que essa partida pedia e terminou empatado com Lucas Piton como maior ladrão de bola do time: três desarmes para cada.
O ponto negativo da partida, é claro, foi sofrer mais um gol no início. Arthur Cabral não poderia ter aparecido livre para cabecear depois do cruzamento de Alex Telles, e Léo Jardim deu a impressão de ter sido surpreendido com a velocidade depois que a bola quicou no gramado. Diniz enxergou mais mérito do Botafogo do que qualquer outra coisa:
– O cara fez um gol de cabeça da entrada na área. Rara felicidade do cruzamento e do cabeceio. […] Se eu fosse fazer um ajuste, hoje eu falei que o Rayan e o Alex Telles teriam que descer ali para evitar o cruzamento, ficou longe para o Paulo Henrique chegar para tirar o cruzamento. Mas é o detalhe do detalhe.
COMO FOI O JOGO
Para os primeiros 90 minutos das quartas de final da Copa do Brasil, Fernando Diniz decidiu colocar Vegetti de volta ao time – o argentino havia ficado no banco contra o Corinthians, na rodada passada do Brasileirão. Além disso, o jovem Cauan Barros, de 21 anos, foi o escolhido para substituir Tchê Tchê, machucado.
“Vasco desperdiçou boa chance de construir vantagem”, analisa João | A Voz da Torcida [https://s03.video.glbimg.com/x240/13879206.jpg]
“Vasco desperdiçou boa chance de construir vantagem”, analisa João | A Voz da Torcida
As duas escolhas mostraram-se corretas, em especial a que diz respeito a Barros, que deu saúde e vitalidade ao meio de campo e contaminou a equipe com sua doação durante a partida. Na avaliação do ge, ele e Jair foram os melhores do Vasco em campo. [https://ge.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2025/08/27/atuacoes-do-vasco-jair-e-barros-sao-os-melhores-em-empate-com-o-botafogo-de-suas-notas.ghtml]
Como nem tudo é perfeito, um momento de desatenção foi o suficiente para que a equipe saísse atrás no placar. Alex Telles foi muito feliz no cruzamento na área, e Arthur Cabral, mais feliz ainda na cabeçada. Mas Paulo Henrique não pode dar tanto espaço assim para o lateral adversário, Lucas Freitas deveria estar mais perto do centroavante e Léo Jardim já fez defesas em finalizações muito mais difíceis que essa.
Mas o Vasco não se deixou abalar, seguiu com o plano de marcar o Botafogo em linha alta, dificultando a saída de bola, e foi recompensado com o gol aos 17. Autor do gol, Jair já havia chegado com perigo logo no primeiro minuto do jogo, mas teve o chute travado. Aos 45, Vegetti também teve sua oportunidade, mas cabeceou em cima de John.