Torcedores protagonistas: como manifestações mudaram rumos de clubes brasileiros

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Momentos históricos do futebol em que a torcida virou protagonista; veja

Como manifestações coletivas já mudaram (e continuam a mudar) o rumo de clubes brasileiros.

1 de 2 Conheça três times que tiveram momentos marcantes protagonizados pela própria torcida — Foto: Divulgação

Conheça três times que tiveram momentos marcantes protagonizados pela própria torcida — Foto: Divulgação

No futebol, não é apenas a bola que decide o jogo. Fora das quatro linhas, a torcida também é capaz de escrever capítulos decisivos na história dos clubes. Seja impulsionando campanhas, transformando arquibancadas em espetáculos ou influenciando decisões importantes nos bastidores, os torcedores provam, jogo após jogo, que são parte fundamental do esporte. Em diferentes momentos, a paixão e a mobilização das arquibancadas já mudaram rumos de temporadas inteiras. E seguem fazendo a diferença.

PARTE DO TIME

Em 2006, o Internacional teve duas importantes conquistas: a Copa Libertadores da América e o Mundial de Clubes. Com isso, nos anos seguintes, o programa de sócio-torcedor viu o número de adesões disparar. Em 2007, o número de sócios do Colorado cresceu 69% e gerou R$ 20,1 milhões de receita. Isso ocorreu, em grande parte, impulsionado por duas campanhas que foram lançadas.

A campanha Rio Grande Vermelho registrava grupos de torcedores por cidades, dentro e fora do Rio Grande do Sul, nos chamados “consulados”. Hoje já são mais de 400 consulados espalhados por cerca de 180 municípios do Brasil. É neles que muitos torcedores se reúnem para ver jogos e celebrar, e onde, ocasionalmente, recebem caravanas com jogadores, troféus e diretores do clube. Tudo isso sem ajuda de custo do time. A outra ação de sucesso foi a Cem Mil Sócios. Com cerca 80 mil sócios na época, o Colorado tinha a intenção de alcançar 100 mil sócios antes do centenário do clube, em 2008. A meta acabou sendo alcançada em 2009. Atualmente, o Internacional é o segundo clube com o maior quadro de associados do país, com cerca de 150.000 sócios, atrás apenas do Palmeiras, com cerca 200.000 — ainda que Flamengo e Corinthians sejam as maiores torcidas em números absolutos.

EU ACREDITO

O grito de “Eu acredito” é um canto da torcida do Atlético Mineiro que se tornou famoso na Libertadores de 2013. Naquele ano, o Atlético-MG enfrentou partidas dificílimas: uma delas na semifinal contra um time da Argentina. O Galo havia perdido o jogo de ida por 2 a 0 e precisava vencer por três gols de diferença em casa para se classificar. A partida de volta começou bem para o Atlético: 1 a 0 em menos de três minutos. Mas esse foi o único gol do primeiro tempo, que teve 54 minutos devido a uma parada de atendimento ao goleiro. O segundo tempo seguiu sofrido, até que houve uma segunda parada: desta vez, a luz do estádio apagou. Na volta, embalado pelos gritos da torcida, o Galo arrancou um segundo gol aos 50 minutos e a partida foi para os pênaltis. Só aí o time mineiro conseguiu a classificação.

A final foi igualmente sofrida: com uma derrota por 2 a 0 no jogo de ida, o Galo precisava novamente de uma vitória com três gols de diferença. E a história se repetiu: 2 a 0 no tempo regulamentar, vitória nos pênaltis sob o embalo da torcida. Título inédito para o Galo, e um cântico que se tornou um símbolo de esperança, perseverança e paixão pelo clube.

Torcedor roxo

Em 2008, o Corinthians lançou a primeira camisa sem as tradicionais cores preto e branco. A iniciativa marcou o início da tradição de lançar terceiras camisas anualmente, com cores e designs inovadores. Apelidada de “torcedor roxo”, em homenagem aos corintianos mais fanáticos, a iniciativa gerou opiniões divididas: enquanto alguns jovens apreciaram a novidade, os torcedores mais tradicionais não gostaram da mudança, afirmando que a camisa fugia da identidade do clube.

A camisa — um modelo básico, com poucos cortes, gola polo e detalhes dourados nas mangas — foi parte de uma estratégia de aproximação com a torcida quando o timão tinha acabado de ser rebaixado para a Série B do Brasileirão. Até o ônibus da delegação entrou na jogada e foi decorado em homenagem ao fiel torcedor corintiano. Apesar da indignação de alguns torcedores, a camisa vendeu mais de 30 mil unidades só na semana de lançamento. Anos depois, a torcida continua abraçando a ousadia, provando que o marketing mais poderoso vem da paixão popular.

PROTAGONISMO QUE VIROU MODELO

2 de 2 Torcedor agora pode apoiar o time brindando — Foto: Divulgação

Torcedor agora pode apoiar o time brindando — Foto: Divulgação

Hoje, a Sociedade Anônima Brahma (S.A.B.), presidida por Ronaldo Fenômeno, promove uma nova fase de protagonismo para o torcedor brasileiro. A iniciativa permite que, a cada compra de um produto Brahma pelo app Zé Delivery, 10% do valor vá para o clube escolhido — sem custo adicional para o torcedor. E caso a compra seja a Brahma Zero Álcool, o repasse chega a 20%. Mais do que uma ação de marketing, a iniciativa transforma o simples ato de brindar em um gesto de apoio direto e uma presença ativa fora do gramado. Você e Brahma fortalecendo o futebol brasileiro.

A S.A.B. alcançou grande engajamento nas redes sociais, com torcedores comentando e interagindo com os clubes participantes. E, em breve, cada torcedor vai poder acompanhar diretamente quanto seu time já recebeu de apoio via S.A.B. Seja financeiramente, gritando mais alto ou embalando conquistas, a torcida sempre esteve um lugar de destaque no futebol. Agora, a S.A.B. leva o torcedor além, transformando um simples brinde em investimento real. Saiba mais. [https://www.brahma.com.br/pt-br/brahmasab]

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