Família celebra reabilitação de jovem com Down em SP após longa internação

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Pais que estacionaram motorhome em frente ao hospital celebram reabilitação de jovem com Down: ‘Alívio’

Entre as vitórias já alcançadas, Alisson está voltando a falar e está se adaptando novamente à alimentação sólida. O jovem ficou 44 dias internado, sendo 32 deles na UTI, em Birigui (SP).

Um casal estacionou o motorhome em frente ao hospital para ficar próximo do filho com Down.

Depois de 44 dias internado, sendo 32 deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o jovem de 20 anos que tem síndrome de Down e precisou tirar parte do crânio devido a um grave Acidente Vascular Cerebral (AVC) deixou o hospital em Birigui (SP). Durante o período de internação, os pais estacionaram um motorhome em frente à instituição de saúde para ficarem próximos ao filho.

Segundo o pai, Clayton Rossi, de 50 anos, Alisson está em casa, retomando as atividades diárias, em Penápolis (SP). O longo período de internação também foi ocasionado pelo diagnóstico de infecção na vesícula e uma pneumonia.

Diante do cenário, o pai celebrou a alta no dia 25 de julho e disse que, agora, o filho inicia um novo ciclo de reabilitação. “Apenas um alívio dele poder voltar para casa. Ele está se recuperando rápido, graças a Deus. Tudo se encaixará de novo no seu lugar”, contou o pai, emocionado.

Entre as vitórias já alcançadas, Alisson está voltando a falar, retirou a sonda e a traqueostomia e está se adaptando novamente à alimentação sólida. O processo inclui reaprender a comer, retornar os movimentos por completo e fortalecer as funções cognitivas.

Mesmo ainda sem frequentar a escola, a família tem comemorado cada pequeno avanço. Em seis meses, Alisson deve passar por uma nova cirurgia para colocar uma placa que vai ajudar a recompor o tamanho original do crânio. Até lá, o pai enfatizou que a prioridade é o descanso, acompanhamento médico e, principalmente, o carinho da família e dos amigos.

Durante a internação, o motorhome parado diante do hospital virou símbolo da dedicação dos pais. Foi ali que eles viveram noites de aflição, esperança e oração. A família mora em Penápolis (SP), cidade a cerca de 45 quilômetros de Birigui. Por ter outro filho, de 17 anos, que também possui a síndrome de Down, o casal precisava voltar para Penápolis todos os dias à tarde. Clayton explicou que eles aderiram à ideia uma vez que o filho, que foi adotado com cinco anos, sempre teve medo de ficar sozinho. Então, o veículo virou a base do casal para dormir em frente ao hospital, se alimentar e trocar de roupa.

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