Investigação revela detalhes da morte de PM e empresária em motel: intoxicação, drogas e alta temperatura na água da banheira.

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Ponto a ponto: entenda detalhes da investigação sobre morte de PM e empresária encontrados em motel

O inquérito em Santa Catarina foi concluído após 16 laudos, depoimentos e perícias em celulares e câmeras. A cronologia mostrou as horas antes do casal ser achado sem vida.

A água da banheira do motel onde o casal foi encontrado morto chegou a 50ºC, de acordo com informações da polícia.

A investigação sobre a morte do policial militar Jeferson Luiz Sagaz e da companheira dele, a empresária Ana Carolina Silva, foi divulgada após dois meses dos corpos serem encontrados sem vida na banheira de um motel de São José. O resultado do inquérito foi divulgado na última quarta-feira pelas polícias Civil e Científica.

Nesta reportagem, o DE reúne as informações divulgadas sobre o caso, após 16 laudos e a tomada de depoimentos, além de perícias em celulares e câmeras.

O casal foi achado morto em 11 de agosto, em um motel de São José, às margens da BR-101. A investigação apontou que Jeferson e Ana Carolina consumiram álcool e drogas e foram vítimas de intoxicação exógena, uma reação no corpo causada por uma substância externa, por múltiplos fatores.

Os corpos ficaram aquecidos, pois estavam em uma banheira onde a temperatura da água chegou a 50ºC. O diretor de Medicina Legal da Polícia Científica afirmou que a necrópsia nos corpos apontou alterações chamadas de intermação. A combinação de cocaína e álcool pode ter feito com que os dois não sentissem a temperatura aquecendo.

A perícia apontou ainda que os exames toxicológicos constataram níveis elevados de álcool e a presença de cocaína em ambas as vítimas, caracterizando intoxicação exógena. Uma combinação com as altas temperaturas aumentou o risco.

Após a conclusão e divulgação do caso, a família de Ana Carolina emitiu nota de repúdio e afirmou que a mulher não era usuária de drogas, levantando a preocupação de ingestão forçada ou envenenamento. A Polícia Científica reiterou o conteúdo dos laudos e afirmou que todos os exames periciais realizados seguiram rigorosos protocolos científicos.

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