Feira Negra de Fortaleza: Oportunidades de Afroempreendedorismo e Cultura Afro

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Afroempreendedores de Fortaleza se destacam por unir elementos culturais como roupas, acessórios, músicas, comidas e cabelos em suas iniciativas. O termo “afroempreendedorismo”, que mescla economia e negritude, surge em diversas ações que resgatam a ancestralidade, valorizam a identidade e promovem a cultura. A Feira Negra de Fortaleza, criada em 2019, é um exemplo claro dessa integração, oferecendo produtos como roupas, acessórios e bolsas que valorizam a luta por igualdade racial.

No Dia da Consciência Negra, o DE destaca a história de três afroempreendimentos de Fortaleza que aproveitam a cultura e a negritude como oportunidades de mercado em um cenário desafiador. A Feira Negra de Fortaleza, por exemplo, atua como espaço de comercialização para mais de 100 afroempreendedores por mês, gerando renda e promovendo a inclusão desses profissionais em um ambiente colaborativo e acolhedor.

O Bar dos Africanos, na Avenida Domingos Olímpio, é outro exemplo de afroempreendimento que busca resgatar a cultura e os costumes africanos em Fortaleza. Fundado por estudantes universitários africanos em 2009, o bar se tornou um ponto de encontro para compartilhar músicas, comidas e experiências que refletem a diversidade cultural do continente africano.

Já o Obinrin Afro Studio surge da paixão e da vocação da trancista Lara Andrade, que durante a pandemia de Covid-19 viu a oportunidade de transformar seu talento em uma profissão. O studio não apenas oferece serviços de trançamento de cabelo, mas também é um espaço de pertencimento e valorização da ancestralidade negra.

A importância do afroempreendedorismo vai além da geração de renda: é também uma questão de identidade, representatividade e igualdade racial. Iniciativas como a Feira Negra de Fortaleza não apenas comercializam produtos feitos por afroempreendedores, mas também promovem debates e discussões sobre questões raciais e sociais relevantes para a comunidade negra.

Nenzinha Ferreira, cofundadora da Feira Negra de Fortaleza, destaca a relevância do coletivo para os afroempreendedores, muitos dos quais dependem desses espaços para sustentar suas famílias. O trabalho dos afroempreendedores não se limita à venda de produtos, mas também inclui formações, capacitações e participações em eventos que discutem a pauta da negritude e da igualdade racial.

Os espaços como o Bar dos Africanos e o Obinrin Afro Studio são muito mais do que simples estabelecimentos comerciais: são locais de (re)encontros, de celebração da cultura e de promoção da diversidade. Afroempreendedores como Itiene Julio Lima e Lara Andrade são exemplos de como é possível unir trabalho, cultura e ancestralidade em iniciativas que contribuem para a valorização da identidade negra e para o fortalecimento da comunidade afrodescendente.

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