A rotina de Jair Bolsonaro na prisão inclui refeições preparadas por Michelle Bolsonaro, acompanhamento médico e momentos de leitura e televisão. A defesa do ex-presidente conseguiu autorização de Alexandre de Moraes para o envio de comida caseira, alegando necessidade de dieta específica por razões de saúde. Pessoas de confiança da família, como Eduardo Torres, Marcus Ibiapina e Kelso Colnago, foram escolhidas para levar as marmitas e demais itens. As informações são do UOL. Segundo relatos da família, médicos têm atuado em conjunto com Michelle para orientar Bolsonaro a comer devagar e seguir restrições alimentares, o que ajudaria a controlar episódios recorrentes de soluços e refluxo. A ex-primeira-dama também enviou remédios e bebidas isotônicas. A primeira remessa de medicamentos chegou à Polícia Federal por volta das 8h05, pouco após a prisão, registrada às 6h30. A família fez várias visitas ao longo da semana. Michelle encontrou o marido duas vezes e afirmou nas redes que vive dias difíceis, mas mantém serenidade. Carlos, Jair Renan e Flávio também estiveram com o pai. Flávio levou o livro Metanoia e relatou preocupação com o sono do ex-presidente por causa das sequelas da facada. Jair Renan disse ter levado livros e um caça-palavras, afirmando que tentou distrair a cabeça do pai. Os filhos afirmam que Bolsonaro está sensível e indignado com a prisão. Carlos relatou que ele tem comido pouco e demonstrado preocupação com o impacto da detenção na própria saúde. Após visitas, Flávio afirmou que o pai segue reclamando do que considera perseguição judicial. Conversas entre os filhos e o ex-presidente também têm girado em torno de estratégias políticas. A prisão provocou movimentação dentro do próprio PL. Em reunião convocada por Valdemar Costa Neto, Michelle, Flávio, Carlos e Bolsonaro, por meio das instruções repassadas, orientaram parlamentares a evitar discussões sobre antecipar a escolha do candidato da direita e a não convocar manifestações que sugiram paralisações. A avaliação do grupo é que ações radicais poderiam gerar novas reações de Moraes. Segundo aliados, Flávio Bolsonaro será porta-voz oficial do pai e deverá repassar integralmente as orientações políticas definidas na prisão. Visitas continuam dependentes de autorização de Moraes, mas advogados e médicos têm acesso livre. A preocupação central do núcleo bolsonarista agora é manter coeso o grupo político enquanto o ex-presidente permanece detido.




