Investigação de mortes na Maré: família nega ligação com tráfico

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A morte de três pessoas durante uma operação da Core na Maré desencadeou uma investigação por parte do Ministério Público do Rio de Janeiro. Entre as vítimas está Bruno Paixão, que, segundo a Polícia Civil, seria integrante do tráfico de drogas, enquanto a família afirma que ele apenas era um vendedor de queijos. A 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada abriu um Procedimento Investigatório Criminal para esclarecer as circunstâncias dessas mortes, ocorridas durante a ação da tropa de elite da Polícia Civil.

No despacho inicial, o MPRJ solicitou os registros das câmeras corporais dos policiais envolvidos, laudos de local e necropsia, Boletins de Atendimento Médico, relatórios, termos de declaração e demais documentos relacionados ao inquérito policial. Também foram determinadas as oitivas de testemunhas e familiares das vítimas, a fim de elucidar os fatos que resultaram nas mortes durante a operação na Maré.

A Polícia Civil divulgou um vídeo alegando que Bruno Paixão estava armado e coordenando um bunker de observação armada dos criminosos, ao lado de uma creche. Segundo a corporação, ele teria sido baleado durante confronto com os agentes e uma pistola foi encontrada em sua posse. Entretanto, a família do falecido nega qualquer envolvimento dele com o tráfico, afirmando que ele estava a caminho do trabalho quando foi alvejado.

Imagens circulando nas redes sociais mostram a Kombi branca de Bruno com o para-brisa crivado de tiros, no local onde seu corpo foi encontrado estendido no chão próximo a um veículo blindado da polícia. A família alega que o homem era trabalhador e não possuía ligação com o crime organizado. O caso gerou comoção e questionamentos sobre a conduta policial durante a operação na Maré.

Paralelamente, a Corregedoria da PM prendeu cinco policiais suspeitos de cometerem crimes durante uma megaoperação que resultou em 122 mortes. Enquanto isso, as tarifas da Águas do Rio sofrerão um aumento de até 9,96% a partir de dezembro. Além disso, a sociedade relembra um protesto histórico realizado há 30 anos, clamando por paz diante da violência. A investigação sobre a morte de Bruno Paixão e as demais vítimas continua gerando polêmica e exigindo respostas das autoridades competentes.

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