Allane Pedrotti e Layse Pinheiro, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet), foram sepultadas em meio a uma forte emoção de amigos e familiares. As duas mulheres foram vítimas de um colega de trabalho que disparou contra elas, causando uma tragédia que chocou a comunidade acadêmica e a população em geral.
O velório e enterro de Allane de Souza Pedrotti Matos aconteceu no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, enquanto Layse Costa Pinheiro foi sepultada no Cemitério São João Batista, em Botafogo. A emoção durante as cerimônias foi intensa, com dezenas de pessoas presentes para prestar suas últimas homenagens às vítimas.
Amigos e familiares questionam o motivo pelo qual o autor dos disparos, identificado como João Antônio Miranda Tello Gonçalves, voltou ao trabalho após estar afastado por 60 dias. Allane, que era chefe da Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento de Ensino (Diace), relatava sentir medo do colega e até preferia trabalho remoto para evitar encontrá-lo. O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios.
Allane, que também tinha vivido experiências acadêmicas na Dinamarca, era descrita como uma pessoa cheia de sonhos, batalhadora e trabalhadora. Amigos e colegas prestaram homenagens nas redes sociais, lembrando de sua dedicação e do legado deixado por ela. A comunidade acadêmica do Cefet lamenta profundamente a perda dessas duas profissionais exemplares.
O crime ocorreu na sexta-feira, quando João Antônio Miranda Tello Ramos Gonçalves entrou na escola e atirou contra as duas funcionárias, antes de tirar a própria vida. A instituição manifestou seu pesar e decretou luto oficial por cinco dias. A tragédia gerou comoção e revolta, levando a questionamentos sobre a segurança e saúde mental no ambiente de trabalho.
Enquanto a Delegacia de Homicídios investiga as circunstâncias que levaram ao crime, amigos, familiares e a comunidade acadêmica prestam homenagens e reforçam a importância da justiça e da valorização das mulheres no ambiente de trabalho. A memória de Allane e Layse permanecerá viva nas lembranças daqueles que conviveram com elas e no legado que deixaram para a educação e para a vida.




