A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um novo pedido de prisão domiciliar nesta quarta-feira (31) no Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, que irá avaliar os documentos apresentados. A solicitação foi baseada nas condições de saúde de Bolsonaro, argumentando que o cumprimento do regime fechado poderia agravar seu estado de saúde. Os advogados afirmam que a prisão domiciliar é necessária para preservar a dignidade e o direito fundamental à saúde do ex-presidente. Destacaram cobmorbidades e riscos médicos relevantes que poderiam ser evitados com a concessão do benefício.
Os médicos confirmaram a previsão de alta de Bolsonaro para a quinta-feira (1º). O ex-presidente está internado desde antes do Natal para tratamento de hérnia inguinal bilateral e soluços persistentes. Após a alta, deve retornar à Superintendência da Polícia Federal, onde está detido desde novembro. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses decorrente de sua condenação por golpe de Estado. A defesa comparou com a prisão domiciliar concedida a Fernando Collor, enfatizando os cuidados médicos necessários para o tratamento adequado. Este é o terceiro pedido semelhante feito pela defesa nos últimos meses. Os anteriores foram negados por Moraes, alegando acesso a cuidados médicos na prisão e risco de fuga. Porém, a defesa reforça a urgência dos cuidados médicos específicos para o quadro de Bolsonaro, evidenciando a necessidade da prisão domiciliar para preservar sua saúde e evitar complicações graves.




