Cuidado! Caravelas-portuguesas invadem praia de SP: fascinante e perigoso

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Caravelas-portuguesas ‘invadem’ praia do litoral de SP e biólogo alerta: ‘fascinante e perigoso’

A presença dos organismos é comum na Baixada Santista nessa época do ano e requer atenção redobrada de banhistas. Diversas caravelas-portuguesas (Physalia physalis) foram encontradas em uma praia de Peruíbe, no litoral de São Paulo. Ao DE, o biólogo marinho Eric Comin informou que a presença dos organismos é comum na Baixada Santista nessa época do ano e requer atenção redobrada de banhistas.

“Como a gente tem um aumento de banhistas nas praias, é importante que essas pessoas observem antes de entrar na água”, afirmou o especialista em entrevista ao DE, que descreveu a espécie como “organismo marinho fascinando e perigoso”.

Ao todo, dez caravelas-portuguesas foram flagradas pelo professor aposentado José DE Matos Martins, de 75 anos, em um trecho de 800 metros na praia do Centro, na terça-feira (3). “Também vi um rapaz saindo da água desesperado, dizendo que tinha sido queimado por uma água-viva, no caso, uma caravela”, relembrou o aposentado.

José contou que já havia visto o organismo em outras ocasiões, mas foi a primeira vez que viu tantas caravelas juntas. Ainda segundo ele, outros moradores contaram ter visto a espécie em toda extensão da orla da cidade.

Segundo o biólogo, as caravelas-portuguesas são frequentemente confundidas com águas-vivas, mas possuem características únicas e são comuns na região nessa época do ano devido à presença da Água Central do Atlântico Sul (Acas). “É uma água rica em nutrientes, que vem na primavera e verão. Essas caravelas vêm com a Acas e a ocorrência delas acaba se tornando extremamente comum”, alertou, dizendo que é necessário atenção para não se ferir com o organismo.

De acordo com Comin, os tentáculos das caravelas possuem uma substância urticante, que serve para captura de alimento, mas pode ser perigosa em contato com humanos. “Em contato com a pele, causa uma queimadura”, afirmou. A recomendação é não mexer e chamar um guarda-vidas ou alguém de um órgão ambiental para manipular o organismo.

Comin recomendou em caso de queimaduras, retirar a vítima da água e encaminhá-la a um hospital em casos graves. Para casos mais leves, algumas recomendações incluem não coçar o ferimento, não passar areia, não jogar água doce e usar vinagre para quebrar a proteína da substância urticante.

O GBMar informou que não possui registros de ocorrências envolvendo caravelas-portuguesas em Peruíbe. “Os registros oficiais priorizam informações referentes a ações de prevenção, salvamento, vítimas salvas e óbitos por afogamento”.

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