A cidade de Campinas enfrentou um ano de 2025 com volumes de chuva abaixo da média esperada, segundo levantamentos do Climatempo e do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciagro). Com exceção dos meses de fevereiro e abril, que registraram índices acima da média histórica, a maior parte do ano foi marcada por chuvas abaixo do esperado. Ao longo do ano, apenas pouco mais de 186 milímetros de chuva foram registrados na cidade, cerca de 19 milímetros a menos do previsto para o período.
De forma semelhante, dezembro, tradicionalmente um mês chuvoso, também teve precipitação inferior ao esperado. Esse padrão se repetiu na maior parte do ano, com destaque para agosto, que registrou apenas 8 milímetros de chuva, sendo considerado o agosto mais seco dos últimos 13 anos. Em um ano marcado por volumes abaixo do normal, a falta de chuva começa a impactar não apenas o clima e as temperaturas, mas também os níveis de rios e reservatórios na região de Campinas.
A metereologista Ana Ávila, do Cepagri, explica que, apesar de chuvas ocasionalmente intensas e concentradas, a ausência de fenômenos típicos do verão, como chuvas associadas ao calor e umidade da região amazônica, contribui para a escassez de chuva na região. Para lidar com essa situação, a recomendação é que a população redobre os cuidados no uso consciente da água. Com a escassez de chuvas ao longo do ano, a cidade de Campinas encerrou 2025 em alerta, ressaltando a importância da economia e precaução no consumo de água.
Os impactos da falta de chuva são visíveis não apenas nos registros climáticos, mas também no cotidiano dos moradores da região. A necessidade de buscar reservas alternativas de água, como bicas e caminhões-pipa, evidencia a urgência em lidar com a escassez. Diante desse cenário, a conscientização sobre a importância de preservar e utilizar de forma responsável os recursos hídricos se torna fundamental para garantir a sustentabilidade ambiental e o bem-estar da população.
O ano de 2025 em Campinas serviu como um alerta para a necessidade de adaptação e planejamento em relação ao abastecimento de água. Com mudanças climáticas e variações nos padrões de chuva, a cidade e seus moradores precisam estar preparados para lidar com condições adversas e promover práticas sustentáveis no uso dos recursos naturais. Diante desse contexto, a atenção para a questão hídrica se torna crucial para garantir o equilíbrio ambiental e a qualidade de vida de todos.




