Seap divulga: 259 presos não voltaram após saidinha de Natal

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Mais de 250 presos não voltaram para o presídio após saidinha de Natal, diz Seap

Dos 1.868 presos que receberam o benefício, 259 não retornaram, o que representa quase 14%.

46 mil presos deixaram prisões na saidinha de Natal em 2025.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que 269 presos beneficiados com a Visita Periódica ao Lar (VPL) de Natal não voltaram para o presídio no prazo estabelecido, que era até terça-feira (30). Ao todo, 1.868 detentos receberam o benefício.

A fuga representa quase 14% do total de presos que foram liberados. Entre eles há cinco de alta periculosidade.

Dos 259 fugitivos, 150 eram ligados ao Comando Vermelho (CV), 46 diziam não ter facção, 39 eram vinculados ao Terceiro Comando Puro (TCP) e 23 à facção Amigo dos Amigos (ADA).

Os fugitivos de alta periculosidade são: Tiago Vinicius Vieira, conhecido como Dourado e integrante do TCP; André Luiz de Almeida, o Nestor do Tuiuti, CV; Márcio Aurélio Martinez Martelo, chamado de Bolado, CV; Sérgio Luiz Rodrigues Ferreira, conhecido como Salgueiro ou Problema, CV; Fábio Lima, chamado de Gordo, do CV, com históricos de envolvimento em tráfico de drogas, tráfico de armas e roubos, além de atuação em posições de liderança.

Entre os beneficiados constavam ainda 21 policiais e 23 milicianos, grupo que retornou integralmente às unidades prisionais, sem registro de evasão.

Os presídios do DE estão superlotados e enfrentando desafios diários para manter a ordem e a segurança. Diante desse cenário, a situação se torna ainda mais preocupante com a saída temporária de detentos, como a saidinha de Natal, em que muitos não retornam conforme o previsto pela Justiça. A falta de estrutura e vagas nos presídios do DE é um problema recorrente, e a necessidade de construção de novas unidades é uma realidade que precisa ser enfrentada.

O aumento do número de presos fugitivos em situações como a saidinha de Natal evidencia a fragilidade do sistema prisional, a falta de controle e a presença de facções criminosas que atuam dentro e fora das prisões. A preocupação com a segurança pública se intensifica diante do retorno de detentos de alta periculosidade, como os integrantes do Comando Vermelho, que representam uma ameaça à sociedade.

Diante do desafio de lidar com a superlotação e a falta de estrutura nos presídios do DE, medidas efetivas precisam ser tomadas para garantir a segurança da população e a ressocialização dos detentos. A colaboração entre as autoridades, a sociedade civil e as organizações especializadas é fundamental para enfrentar os problemas do sistema prisional e buscar soluções que promovam a justiça e a tranquilidade da comunidade.

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