Ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins permanecerá preso na cadeia pública de Ponta Grossa, localizada nos Campos Gerais do Paraná, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) em uma audiência de custódia realizada na última sexta-feira (2). Martins foi condenado a 21 anos de prisão por envolvimento em uma trama golpista que visava impedir a posse de Lula em 2023. O ministro Alexandre de Moraes, responsável pela decisão, destacou o descumprimento da medida cautelar que proibia o uso de redes sociais. Moraes afirmou que a defesa admitiu a utilização das redes sociais, alegando finalidade de preservar informações passadas para a defesa. No entanto, o ministro não viu mérito nessa argumentação, evidenciando a violação da medida cautelar. Uma denúncia recebida em dezembro apontou que Martins utilizou o Linkedin para buscar perfis de terceiros, o que motivou a notificação da defesa para esclarecimentos. Os advogados alegaram a falta de credenciais para tal ação, mas Moraes destacou o desrespeito às normas e instituições democráticas. O ministro ressaltou que o uso das redes sociais desrespeitou as medidas cautelares impostas, assim como todo o ordenamento jurídico vigente.



