Segurança de janelas em apartamentos: como prevenir quedas de crianças em casa
Caso do menino Brenno Fernandes Girdziauckas, que caiu do 10º andar em Ribeirão
Preto (SP) e sobreviveu, chama a atenção para prevenção a acidentes.
Menino que caiu do 10º andar de prédio segue internado em Ribeirão Preto
Menino que caiu do 10º andar de prédio segue internado em Ribeirão Preto
A segurança em janelas de apartamentos virou assunto após um grave acidente
registrado no fim de dezembro em Ribeirão Preto (SP). Um
menino de 4 anos caiu da janela do banheiro do apartamento no 10º andar de um
prédio no Centro, onde vive com a família. Brenno Fernandes Girdziauckas está internado na Unidade
de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) e já respira sem aparelhos.
O caso dele chama a atenção para riscos dentro de imóveis e para a importância
de medidas simples de prevenção.
Especialistas afirmam que quedas de altura em apartamentos podem ser evitadas
com soluções acessíveis, como redes de proteção certificadas, limitadores de
abertura e travas de segurança.
Os dispositivos impedem a abertura total das janelas, mas mantêm a ventilação e
a iluminação natural dos ambientes.
Além da instalação de equipamentos, a segurança depende também da análise do
tipo de janela, das esquadrias e da organização do espaço interno,
principalmente em residências com crianças, idosos, animais ou pessoas com
deficiência.
Janela do tipo basculante, comum em banheiros e áreas de serviço, exige
atenção redobrada quando não conta com redes, grades ou outros dispositivos de
segurança.
Janelas do tipo basculante, comuns em banheiros e áreas de serviço, são
apontadas como pontos críticos quando não contam com proteção adicional.
A engenheira civil Daniela Dantas explica que esse modelo pode oferecer risco se
houver acesso direto ao vão.
Outra recomendação é evitar móveis próximos às janelas, já que eles podem
facilitar o acesso e aumentar o risco de quedas.
Grades e telas de proteção certificadas são alternativas para reduzir o risco de
quedas em apartamentos, principalmente em imóveis com crianças, idosos ou
pessoas com deficiência.
Além das redes, os limitadores de abertura aparecem como uma alternativa
acessível. Os dispositivos restringem o quanto a janela pode ser aberta e podem
ser ajustados conforme a necessidade do morador.
Segundo Monik Seabra Ferraz, gerente comercial de uma empresa especializada, o
equipamento mantém a funcionalidade da janela e oferece controle sobre a
abertura.
A instalação, segundo ela, deve ser feita por profissionais, já que o processo
exige ferramentas específicas e cuidado para não comprometer o vidro ou a
estrutura da janela, principalmente em modelos basculantes.
O tema ganhou destaque após a queda de Brenno. O acidente aconteceu na tarde de
27 de dezembro. Segundo o boletim de ocorrência, a criança caiu pela janela do
banheiro do apartamento, único cômodo que não possuía grade ou tela de proteção.
Durante a queda, o menino bateu contra uma janela de vidro do banheiro do 8º
andar e, em seguida, contra um corrimão de uma área comum, antes de chegar ao
solo. O impacto chegou a entortar a estrutura metálica.
A criança, que é autista não verbal, foi resgatada consciente e levada para a
Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas, que fica a cerca de 300 metros
do prédio. Ela sofreu politraumatismo, com fraturas nos dois fêmures e em um dos
pés, e permanece internada na UTI Pediátrica.
De acordo com a família, Brenno já passou por duas cirurgias. O pai dele, Carlos
Daniel Fernandes, disse que o filho foi desintubado na última sexta-feira (2).
Ele continua sedado, mas o quadro de saúde evolui bem.




