Confronto entre PM e criminosos deixa três mortos na Comunidade da Palmeira, em Niterói
Disputa entre facções intensifica violência na comunidade. Entre os mortos está Welvison Aureliano Leal, conhecido como ‘Galo’, apontado como um dos chefes do tráfico na região do Santo Cristo.
Um confronto entre policiais militares e criminosos terminou com três mortos e dois feridos na madrugada desta segunda-feira (5), na Comunidade da Palmeira, no bairro Fonseca, em Niterói, Região Metropolitana do Rio.
De acordo com a Polícia Militar, agentes do GAT do 12º BPM (Niterói) patrulhavam a Rua São Januário quando deram ordem de parada a um Fiat Palio vermelho, ocupado por cinco homens vestidos de preto. A ordem não foi obedecida e, segundo a PM, o motorista tentou avançar contra o bloqueio policial e houve confronto.
Três suspeitos morreram — dois no local e um após dar entrada no hospital. Outros dois homens ficaram feridos e foram socorridos para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca.
A ocorrência acontece em meio à escalada da violência na região, que vive há meses uma disputa armada entre as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) — conflito que se intensificou nos últimos dias.
Entre os mortos está Welvison Aureliano Leal, conhecido como “Galo”, apontado pela polícia como um dos chefes do tráfico na região do Santo Cristo e envolvido diretamente nas disputas territoriais no Fonseca. Ele possuía uma extensa ficha criminal, com anotações por homicídio, roubo, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, resistência e disparo de arma de fogo.
Com o grupo, a polícia apreendeu duas pistolas — uma Taurus calibre .40 e uma Makarov calibre .380, além do veículo utilizado pelos suspeitos. O caso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), que ficará responsável pela investigação.
O bairro do Fonseca tem sido palco de sucessivos confrontos armados nos últimos meses, reflexo da disputa entre facções criminosas rivais pelo controle do tráfico de drogas. Moradores relatam clima de guerra, com tiroteios frequentes, interrupções no transporte público e fechamento de escolas e comércios.




