Moradores de Fernando de Noronha enfrentam um problema sério relacionado às vagas em voos para o continente. Mesmo com um acordo estabelecido entre o governo local e as companhias aéreas, a falta de disponibilidade de assentos afeta diretamente os trabalhadores e residentes da ilha, fazendo com que muitos tenham que dormir no aeroporto na esperança de garantir uma vaga.
A cena de moradores e trabalhadores de Noronha dormindo no aeroporto em busca de uma oportunidade de viajar se tornou comum nos últimos dias. Pessoas como a garçonete Taís Souza enfrentam longas esperas e incertezas para conseguir um assento em um voo com destino ao Recife. A situação é ainda mais delicada para quem tem compromissos urgentes, como a babá Valdenice Silva, que precisa visitar um parente doente no continente.
O acordo estabelecido prevê a oferta de passagens com desconto e a reserva de vagas para moradores e profissionais que trabalham em Noronha pelas companhias aéreas Azul, Gol e Latam. No entanto, a realidade vivida pelos habitantes da ilha revela que muitas vezes essas medidas não são suficientes para garantir o acesso a voos regulares.
O Conselho Distrital tem sido uma voz ativa na cobrança do cumprimento do acordo por parte das companhias aéreas e busca soluções para o problema enfrentado pela população local. O presidente Milton Luna e o conselheiro Ailton Araújo Júnior alertam para a necessidade de intervenção e ação por parte da Administração da Ilha e do governo do estado de Pernambuco.
A Azul, uma das companhias envolvidas no acordo, afirma que mantém e cumpre suas obrigações, disponibilizando assentos com tarifas especiais e bloqueando vagas diárias para os moradores de Noronha. Porém, as empresas Gol e Latam não se pronunciaram sobre as dificuldades enfrentadas pelos residentes da ilha, e a Administração de Fernando de Noronha ainda não se manifestou sobre a eficácia dos acordos e as medidas adotadas.
A situação dos moradores de Noronha revela a importância do transporte aéreo como única alternativa viável para se conectar com o continente. O descumprimento do acordo e a falta de disponibilidade de voos geram não apenas transtornos logísticos, mas também emocionais para uma população que se vê limitada em sua mobilidade. É essencial que as medidas acordadas sejam efetivamente implementadas para garantir o acesso de todos os residentes da ilha ao transporte aéreo de forma justa e equitativa.




