Feminicídio no Maranhão: 50 casos em 2025, queda de 27,5% em relação ao ano anterior. Medidas de prevenção e punição são essenciais.

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No ano de 2025, o Maranhão registrou um total de 50 casos de feminicídio, conforme aponta um levantamento realizado pela Casa da Mulher Brasileira em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do estado. Esses números revelam uma redução de 27,5% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizados 69 crimes dessa natureza. A diretora da Casa da Mulher Brasileira, Susan Lucena, divulgou os dados e ressaltou a importância de se combater a violência contra as mulheres.

O feminicídio é caracterizado como um assassinato cometido contra uma mulher em razão do seu gênero, sendo motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero. Em outubro de 2024, uma lei foi sancionada e estabeleceu que a pena mínima para esse crime seria de 12 a 30 anos de prisão. Caso a vítima esteja grávida ou o crime seja cometido na presença de seus filhos ou pais, a pena é aumentada em 1/3. Essa medida visa coibir e punir de forma mais eficaz os autores de feminicídio.

O Maranhão tem sido palco de casos chocantes de feminicídio, como o ocorrido em 28 de dezembro em São Luís. Adriana Matos da Silva Souza, de 30 anos, foi brutalmente assassinada a tiros enquanto assistia a um jogo de futebol. O principal suspeito do crime é o ex-sogro da vítima, que teria agido movido por retaliação após o término do relacionamento com o filho de Adriana. A Polícia Civil está investigando o caso e buscando pela justiça.

Outro trágico episódio de feminicídio foi registrado em Imperatriz, no dia 26 de outubro. Rafaela de Souza Nunes, de 24 anos, foi morta pelo seu ex-companheiro, Gilson Pereira Mendes, que foi preso em flagrante após o crime. A vítima já possuía uma medida protetiva contra o agressor, demonstrando a falha do sistema em garantir a segurança das mulheres que sofrem violência doméstica. É fundamental que medidas de prevenção sejam implementadas e que a sociedade como um todo se mobilize contra o feminicídio.

Diante desses tristes acontecimentos, é imprescindível que a conscientização sobre a gravidade do feminicídio seja ampliada e que o combate a essa violência seja uma prioridade em todas as esferas da sociedade. A proteção e o amparo às mulheres vítimas de violência devem ser garantidos, bem como a punição rigorosa aos autores desses crimes. É necessário um trabalho conjunto entre os órgãos públicos, as instituições e a população em geral para erradicar o feminicídio e promover uma sociedade mais justa e igualitária para todos.

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