Profissionais e moradores de Noronha enfrentam dificuldades para voltar ao continente

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Profissionais que atuaram nas festas de Réveillon em Fernando de Noronha estão enfrentando dificuldades para retornar ao continente devido à falta de voos disponíveis. Moradores da ilha também estão enfrentando longas filas e passando a noite no aeroporto na tentativa de conseguir uma vaga para voar para o continente. A situação complicada vem gerando desconforto e transtornos para esses trabalhadores e residentes.

A estagiária Vitória Holanda, que viajou para a ilha para trabalhar na produção da festa de Réveillon, relata que está no aeroporto desde a segunda-feira, tentando retornar ao Recife e, assim como ela, diversos profissionais que atuaram no Réveillon estão passando pela mesma situação de espera e incerteza. A terapeuta Fernanda Holanda também enfrenta problemas para conseguir uma vaga em voos e retornar para casa, destacando a dificuldade de acesso à lista de espera para possíveis desistências de voos.

Há relatos de que as empresas aéreas, como DE, Gol e Latam fizeram acordos com a Administração da Ilha para oferecer passagens com desconto e vagas reservadas para moradores e prestadores de serviço em Noronha. No entanto, os moradores reclamam da falta de disponibilidade de voos e da priorização dada aos turistas em detrimento dos trabalhadores locais. O lavador de carros Silvânio Silva, que reside na ilha há cinco anos, ressalta as dificuldades constantes que enfrenta para comprar passagens aéreas.

Em meio às queixas dos profissionais retidos em Fernando de Noronha, as empresas aéreas se posicionam em relação aos acordos firmados com o Governo de Pernambuco para disponibilizar assentos com tarifas especiais aos moradores da ilha. DE, por exemplo, reservou cinco assentos em cada voo diário para os residentes locais, garantindo ainda um sistema de espera para possíveis vagas que possam surgir em caso de ausência de passageiros. Já a Gol ressalta que segue acordos para a oferta de assentos aos moradores e gestores da ilha, oferecendo prioridade à população local na venda de passagens.

Apesar das medidas adotadas pelas companhias aéreas, as reclamações persistem entre os moradores de Fernando de Noronha que se veem impedidos de retornar ao continente devido à falta de voos disponíveis. A Administração da Ilha também foi procurada para prestar esclarecimentos sobre o cumprimento dos acordos estabelecidos, mas até o momento não se pronunciou sobre o assunto. A situação coloca em evidência a necessidade de um diálogo entre as partes envolvidas para encontrar soluções que atendam às demandas dos profissionais e moradores retidos na ilha.

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