Itália apoia acordo comercial UE-Mercosul, crucial para ratificação.

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Apoio da Itália pode abrir caminho para aprovação do acordo UE-Mercosul nesta sexta-feira; entenda

Com sinalização favorável da Itália, que vinha manifestando preocupação com os impactos sobre o setor agrícola, o bloco europeu se aproxima de ratificar o acordo com o Mercosul.

Itália passa a apoiar acordo comercial com o Mercosul

Itália passa a apoiar acordo comercial com o Mercosul

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul pode finalmente sair do papel. A sinalização de apoio da Itália tende a destravar a ratificação do tratado nesta sexta-feira (9), quando representantes do bloco europeu se reúnem para bater o martelo sobre o texto.

A expectativa em torno da posição de Roma aumentou nesta semana, após uma fonte do bloco afirmar que o país deve se posicionar favoravelmente na reunião dos embaixadores da UE — sinal visto como decisivo para o avanço do acordo.

A possível mudança ganha peso porque ocorre após meses de hesitação do governo italiano, que vinha demonstrando preocupação com os impactos do tratado sobre o setor agrícola. (entenda mais abaixo)

Para José Pimenta, diretor de Comércio Internacional da BMJ Consultores Associados, a Itália passou a ocupar uma posição-chave neste momento do processo. Ele classifica o país como um “grande player” na etapa final de aprovação do acordo.

Isso porque o desenho institucional da UE faz com que o voto italiano tenha peso estratégico: a ratificação exige maioria qualificada no Conselho Europeu — o que significa o apoio de países que representem ao menos 65% da população do bloco.

> “Sem a Itália, que é um país populoso, fica muito difícil atingir esse patamar. Se ela se alinhar à França, o acordo pode sofrer um revés. Por outro lado, caso fique ao lado de Alemanha e Espanha, o tratado fica praticamente aprovado na UE”, diz.

Foi justamente esse peso político que levou a Comissão Europeia a rever o cronograma inicial. O plano era selar o pacto — que cria a maior zona de livre comércio do mundo — em dezembro de 2025, mas a articulação da França resultou em um adiamento, sob a justificativa de buscar maior proteção ao setor agrícola.

De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. O texto é negociado há mais de 25 anos.

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