Produtor que perdeu R$ 150 mil diz que foi orientado a estocar café de melhor qualidade antes de empresário sumir com sacas
Marcos Paulo da Silva e a mulher, Kênia Lúcia Adriano, mantinham 56 sacas de café armazenadas na Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (MG). O suspeito de se apropriar dos produtos, presidente da cooperativa, está foragido.
A polícia procura pelo empresário de Franca, SP, suspeito de causar prejuízo milionário
O casal de produtores Marcos Paulo da Silva e Kênia Lúcia Adriano ainda tenta se recuperar do prejuízo de R$ 150 mil após as 56 sacas de café que mantinham armazenadas na Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (MG) sumirem de um dia para o outro.
À EPTV, afiliada da TV Globo, Marcos contou que chegou a ser orientado a manter o café de melhor qualidade estocado na Cocapil e vender o mais fraco.
A Polícia Civil aponta o empresário Elvis Vilhena Faleiros, presidente da Cocapil, como o suspeito de se apropriar dos produtos e desaparecer. Pelo menos 180 cafeicultores de Ibiraci, Franca (SP), Cristais Paulista (SP), Claraval (MG) e Cássia (MG) foram lesados.
Vinte e uma mil sacas foram levadas e o prejuízo para as vítimas pode chegar a R$ 132 milhões. Faleiros teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, mas está foragido.
Marcos e Kênia conheciam o empresário há mais de 20 anos e dizem que, por isso, a dor por terem sido enganados é ainda maior.
Sem dinheiro, Kênia diz que a preocupação é honrar com as dívidas.
O advogado Márcio Cunha, que representa Faleiros, explicou que o empresário deseja ressarcir o prejuízo às vítimas. A crise na cooperativa se deu por causa de oscilações financeiras do mercado cafeeiro.
No último mês, 30 produtores denunciaram o sumiço das 21 mil sacas de café que eram mantidas na Cocapil. Faleiros, presidente da cooperativa, está foragido.
Segundo o delegado de Ibiraci, Estevam Ferreira, os relatos das vítimas são parecidos, depositaram a confiança na armazenagem do café na Cocapil, e ele não estava mais lá quando precisaram.
É uma conduta de alta gravidade. A Polícia Civil ouviu dois diretores da Cocapil, que alegaram problemas financeiros na cooperativa para o desvio das sacas dos produtores.
A defesa de Faleiros confirmou a crise na cooperativa e disse que os diretores esperavam recuperar a produção, o que não ocorreu. A prisão preventiva foi decretada, e a justiça ainda avalia o caso.
Por fim, a situação do casal de produtores é desesperadora, com dívidas se acumulando diante do prejuízo milionário causado pelo desaparecimento do café. A busca por justiça e ressarcimento é intensa, mas a dor de terem sido enganados por alguém em quem confiavam é profunda.




