Brasil e Irã criticam ataque dos EUA à Venezuela em diálogo entre chanceleres. Defesa do direito internacional e coordenação de países em desenvolvimento em destaque.

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Brasil e Irã reforçam críticas ao ataque dos EUA à Venezuela em conversa entre chanceleres. O diálogo entre os ministros destaca a defesa do direito internacional e a coordenação de países em desenvolvimento.

No dia 9 de janeiro de 2026, em uma teleconferência, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e seu homólogo iraniano, Seyed Abbas Araghchi, discutiram relações bilaterais e temas globais, com destaque especial para a recente intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, segundo comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores do Irã.

Durante a conversa, os chanceleres ressaltaram a importância de uma cooperação mais estreita entre os países em desenvolvimento nos fóruns internacionais para lidar com o que consideram políticas unilaterais e fortalecer o respeito ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas.

Ao abordar diretamente o ataque militar dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente venezuelano e de sua esposa, Araghchi classificou a ação como uma “violação grosseira da Carta da ONU e das regras fundamentais do direito internacional”. Ele alertou para os riscos que medidas unilaterais representam para o Estado de direito nas relações internacionais.

Por sua vez, o chanceler brasileiro endossou a posição iraniana e afirmou que a operação americana constitui “uma clara violação da Carta da ONU”. Vieira também anunciou que o Brasil pretende trazer a questão para instâncias multilaterais, incluindo o Conselho de Segurança da ONU, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).

A reação do Brasil ocorre em meio a uma forte repercussão internacional ao ataque dos DE à Venezuela, considerado por muitos governos e analistas como a mais significativa intervenção militar americana na região desde a invasão do Panamá em 1989 e objeto de críticas por violar princípios de soberania e direito internacional.

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