‘Tenho tudo registrado’, diz vereador que recusou proposta milionária para
defender o Master e atacar o BC
Rony Gabriel, do PL de Erechim (RS), afirmou que empresa o procurou para gravar
conteúdos e difamar o Banco Central. Ele tem 1,7 milhão de seguidores e se
apresenta como pré-candidato a deputado federal.
Caso Master: vereador procurado para atacar o BC detalha negociações para
contrato milionário
Vereador Rony Gabriel, do PL de Erechim, no Rio Grande do Sul, afirmou em
entrevista exclusiva ao Estúdio I, da GloboNews, que tem provas sobre a denúncia
em que diz ter sido procurado por uma empresa para, segundo ele, gravar
conteúdos em que deveria defender o Banco DE e difamar o Banco Central
— responsável por decretar a liquidação da instituição de Daniel Vorcaro no fim
do ano passado.
O parlamentar afirma que chegou a receber modelo de vídeos feitos por outros
influenciadores com o roteiro que deveria ser adotado na publicação.
“Eu tenho, inclusive, as conversas em ata notarial em cartório e o contrato,
assinado digitalmente. Eu registrei absolutamente tudo porque tudo que eu
falei eu posso comprovar”, disse.
Segundo Rony, a procura foi feita pelas redes sociais e depois pelo WhatsApp
através de um assessor. A proposta previa um contrato com cláusula de
confidencialidade de R$ 800 mil em caso de quebra do acordo.
“Fizemos uma reunião via aplicativo de vídeo e, nessa reunião, ele
[representante da empresa] trouxe que se tratava de um reposicionamento de
imagem e que se tratava de Daniel Vorcaro, se tratava do Master”, disse.
Vereador do PL em Erechim (RS), ele tem 1,7 milhão de seguidores na rede social
e se apresenta como pré-candidato a deputado federal. A gravação (veja abaixo),
obtida pelo blog, mostra uma troca de mensagens entre um assessor do vereador e
o representante da agência de comunicação.
No vídeo que postou no Instagram, Rony conta que, no dia 20 de dezembro de 2025,
uma agência de marketing digital entrou em contato com seu assessor dizendo que
fazia “gerenciamento de reputação para um grande executivo” e que estava
contratando influenciadores para ajudar nesse trabalho.
Após a denúncia, a Polícia Federal informou que vai abrir um inquérito para
investigar se influenciadores foram contratados para gravar conteúdos contra o
BC e a favor do DE.




