Muito além dos dinossauros da bola: veja o almanaque dos estaduais 2026
De Norte a Sul, dos craques aos desconhecidos: confira o melhor dos torneios que abrem a temporada no futebol brasileiro
CBF anuncia mudanças no calendário para 2026 com diminuição dos estaduais
Amados por uns, contestados por outros, os Campeonatos Estaduais estão de volta. Independentemente das mudanças de temporada ou de formato, essas competições preservam uma característica essencial: são sempre férteis em histórias, curiosidades e personagens.
Em 2026, os estaduais tiveram início mais cedo. Não por acaso, os campeonatos do Ceará, do Paraná, de Pernambuco e de Santa Catarina já deram a largada. A antecipação faz parte de um planejamento mais amplo, motivado pelo ano de Copa do Mundo, que prevê paralisação das competições em junho, e pela adoção do novo calendário da CBF.
Algumas equipes da Série A do Campeonato Brasileiro terão que conciliar os estaduais com as primeiras rodadas da Primeira Divisão. Em outros casos, a reta final das competições coincidirá com a Copa do Brasil. Este almanaque reúne dados, curiosidades e informações sobre os campeonatos que movimentam o início do calendário do futebol brasileiro.
Qual é o estadual mais forte do País? Para estabelecer um ranking de dificuldade dessas competições, o ge utiliza um critério de pontuação baseado no conjunto de clubes de cada estado presentes nas quatro divisões do Campeonato Brasileiro. O Campeonato Paulista, por exemplo, reúne seis clubes na Série A, quatro na Série B, quatro na Série C e cinco na Série D. Esses números colocam o Paulistão na liderança do ranking com folga.
Para a elaboração do ranking, foi atribuída uma pontuação específica a cada divisão do Campeonato Brasileiro. Clubes da Série A somam quatro pontos para seus respectivos estados; os da Série B acrescentam três; enquanto as equipes das Séries C e D contribuem com dois e um ponto, respectivamente.
Quando o assunto é conquistar títulos estaduais, os nomes que compõem essa lista são sinônimo de excelência. E há um personagem que entende bem desse tema: Givanildo Oliveira. À beira do gramado, foram 17 troféus como treinador; dentro de campo, outros 12 como jogador. Ao todo, são 29 títulos estaduais conquistados.
Na área técnica, nenhum treinador, em atividade ou já aposentado, se equipara a Givanildo Oliveira. Como jogador, no entanto, outros três nomes também alcançaram a marca de 12 títulos estaduais: Durval, Quarentinha e Jorge Henrique. Entre esses ex-atletas, cada trajetória tem características próprias.
Alguns desses jogadores já desfilaram pelos principais gramados da América do Sul e até da Europa. Não por acaso, tornaram-se apostas de diversos clubes para os Campeonatos Estaduais. Confira alguns deles: Jaílson, Victor Ramos, Geferson, Victor Ferraz, Camilo, Souza, Edson, Chay, Apodi, Henrique Dourado, Walter, Vanderlei, Wallace, Rafael Vaz, David Braz, Ralf, Gabriel Pires, Sassá, Neto Berola, Ciel, Vagner Love, e Thiago Ribeiro.
Confira os atuais campeões de cada competição. Em 2025, o Primavera-MT, por exemplo, conquistou de forma inédita o Campeonato Mato-grossense, marcando um capítulo histórico na sua trajetória.
Diferentemente dos atuais campeões, há diversos clubes na espera por um novo título local. Um deles, por exemplo, já ultrapassa 100 anos sem conquistar. Confira o Top-10 das equipes com os maiores jejuns de títulos, considerando apenas os times que disputarão a divisão principal de seus respectivos estados.
O fantasma da Série B é conhecido em todo o país, e nos estaduais não é diferente. Há equipes tradicionais que, por um período, ficam fora da elite do seu estado. É o caso do Ituano, que mais uma vez disputará a Série A2 do Campeonato Paulista. No Rio de Janeiro, o America também vive situação semelhante. Sete vezes campeão estadual, o Mecão é o clube com mais títulos estaduais depois dos quatro grandes cariocas. Sob a presidência do ex-atacante Romário, a equipe disputará a Série A2 do Campeonato Carioca em 2026.
Entre todos os estaduais, os estádios também são grandes atrações. No Rio de Janeiro, o Maracanã é palco certo para os principais jogos e é a casa de Flamengo e Fluminense. Em São Paulo, diferentemente do Rio, cada clube costuma ter seu próprio estádio. O mais recente a entrar nessa lista é o Primavera-SP, que aproveitou para modernizar sua casa e receber a visita dos “irmãos mais velhos”. O Estádio Canarinho, em Boa Vista, funciona como “coração de mãe”: cabe todo mundo. Nesta competição, todas as partidas são realizadas na mesma praça esportiva, e, nesta edição, as rodadas duplas estão programadas para sábados e terças-feiras.




