Escândalo em Santa Catarina: 29 prefeitos presos desde 2020

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Desde o ano de 2020, uma a cada 10 cidades de Santa Catarina teve seus prefeitos presos em decorrência de ações policiais, resultando na detenção de gestores de diferentes partidos em todo o estado. A maioria das prisões ocorreu durante a Operação Mensageiro. A investigação em torno dos contratos de lixo tem sido um dos pontos centrais das operações que resultaram na prisão de políticos em SC.

Santa Catarina registrou um total de 29 prefeitos presos desde agosto de 2020, o que equivale a quase 10% das 295 cidades do estado. Esse índice alarmante revela que aproximadamente um prefeito em cada dez foi detido nos últimos anos em operações policiais. Um dos casos mais recentes ocorreu em Garopaba, com a prisão de Júnior de Abreu Bento, do Progressistas, em uma investigação de fraude em contratos públicos, especialmente relacionados à coleta de lixo.

O primeiro prefeito preso em Santa Catarina desde 2020 foi Orildo Severgnini, então gestor de Major Vieira, no Norte catarinense. Ele foi detido na segunda fase da operação ‘Et Pater Filium’, que investigava crimes de corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Na lista de prefeitos presos, houve casos de políticos soltos, condenados, que renunciaram ao cargo e até mesmo que foram reeleitos após a prisão, como foi o caso de Patrick Corrêa, de Imaruí.

Dentre os partidos envolvidos, o MDB teve 8 prefeitos presos, seguido pelo PP com 6, PL com 5 e PSD com 4. Outros partidos como o antigo PSL, Patriota, Republicanos, Podemos, PT e PSDB tiveram um prefeito detido cada. A Operação Mensageiro se destaca como a responsável pelo maior número de prisões, totalizando 17 gestores detidos. A situação, que tem afetado a política catarinense, mostra a importância de investigações rigorosas para o combate à corrupção.

É crucial ressaltar a gravidade do cenário, com tantos gestores públicos sendo alvos de operações policiais e acabando atrás das grades. As repercussões dessas prisões também envolvem casos de prefeitos que foram reeleitos mesmo após detidos, o que traz à tona questões sobre ética e transparência na gestão pública. É fundamental que medidas efetivas sejam tomadas para coibir práticas ilícitas e garantir a lisura no exercício do poder nas cidades catarinenses. A população espera por uma atuação comprometida e íntegra de seus representantes políticos.

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